Setecidades Titulo Maior interação

Sem celular, estudantes da região aprovam regra e elogiam socialização

Alunas de escola estadual em Santo André enalteceram a lei que proíbe os aparelhos por beneficiar a interação

03/02/2025 | 13:54
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André Henriques/DGABC
André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Cerca de 213 mil estudantes da rede estadual voltaram às aulas na manhã de hoje nas sete cidades do Grande ABC tendo que seguir as leis que restringem o uso de celular e aparelhos eletrônicos no ambiente escolar – Lei Estadual nº 18.058/2024 e Lei Federal nº 15.100/2025. O resultado, de acordo com alunos ouvidos pelo Diário, foi um maior nível de socialização.

Nicole Targino, 22 anos, Emilly Cavalcante, 21, e Vitória Brito de Souza, 22, as alunas do EJA (Educação de Jovens e Adultos) da Escola Estadual Dr. Américo Brasiliense, em Santo André, pareciam amigas de longa data, mas haviam se conhecido nesta segunda-feira (3), no primeiro dia de aula na nova escola. 

“Nós só conversamos e fizemos amizade porque não pudemos usar o celular, senão estaríamos o intervalo todo no celular, sem falar com ninguém”, avaliou Nicole. 

DGABC

A moradora de Mauá e estudante do 2º ano do ensino médio Giovanna Pisco, 16, também começou hoje na na escola andreense e compartilha a opinião. “Como fiquei sem o celular, acabei socializando mais, conhecendo os novos colegas”, afirmou. 

Ela acredita que as novas regras estão sendo produtivas, mas disse ter tido um pouco de ansiedade perto do horário de saída, pois queria se comunicar com a irmã, Vitória Pisco, 20, que foi buscá-la na escola. 


ADAPTAÇÃO

Giovanna contou que os professores não foram rigorosos a ponto de recolher os celulares em uma caixa ou armário. Os alunos puderam ficar com os aparelhos em suas mochilas, desde que obedecessem à restrição de não utilizá-los. 

“Os professores disseram que iam ser mais flexíveis nesses primeiros dias de adaptação e todo mundo obedeceu numa boa”, relatou. 

Vitória de Souza ressaltou que em sua sala também não houve nenhuma situação de descumprimento da lei. “Mas estava ansiosa para sair depois de quase cinco horas sem celular”, disse. 

Emilly destacou que as regras foram explicadas pelos professores por várias vezes durante o turno de aulas. “A professora ficou umas três aulas só explicando isso”, explicou.




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