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Novos prefeitos testam governabilidade com volta das Câmaras do Grande ABC

Dos setes chefes do Executivo da região, Marcelo Lima, Tite Campanella e Akira Auriani já passaram pelo crivo dos Legislativos em janeiro

03/02/2025 | 08:02
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FOTO: Celso Luiz/DGABC
FOTO: Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


As sessões nas Câmaras Municipais do Grande ABC retornam nesta semana e os prefeitos da região enfrentam um novo teste: a governabilidade. O início das atividades legislativas promete definir o rumo das administrações municipais. 

O prefeito de São Caetano, Tite Campanella (PL), tem a maioria na Câmara e deve conseguir aval aos projetos sem enfrentar grandes resistências. Das 21 cadeiras – na última legislatura eram 19 –, 18 são ocupadas por vereadores eleitos em 2024 na coligação encabeçada pelo PL. Além de Bruna Biondi (Psol), colocam-se na oposição Edison Parra (Podemos) e Getúlio de Carvalho Filho, o Getulinho (União Brasil).

O liberal já passou pelo primeiro teste de governabilidade ao aprovar, inclusive com votos da oposição, pacote com cinco projetos para a área da Educação, sendo quatro avalizados por unanimidade. Um recebeu apenas o voto contrário de Bruna Biondi.

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Marcelo Lima (Podemos), prefeito de São Bernardo, também passou pela Casa – sem maiores problemas – seis projetos importantes no começo de janeiro, dentre os quais a volta da cidade ao Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, a reforma administrativa e o Programa Tudo em Dia.

O podemista também mostrou a boa relação com os vereadores ao emplacar a reeleição do primo, Danilo Lima (Podemos), na presidência da Câmara. O vereador enfrentava resistência por ter conduzido a Casa sem, de acordo com colegas, dialogar com os pares e ter se dedicado mais à campanha para reeleição a vereador em 2024 do que ao cargo na mesa. 

O próximo teste de Marcelo Lima será aprovar a atualização do plano diretor. O projeto apresentado pelo ex-prefeito Orlando Morando (sem partido) foi rejeitado pelos vereadores e o principal motivo foi porque permitiria a ocupação urbana em área de preservação ambiental. 

O podemista já garantiu que a nova proposta que chegará à Câmara respeitará o meio ambiente e as terras indígenas. O prefeito tem 17 vereadores na base, contra 11 na oposição. 

OPOSIÇÃO

O prefeito andreense, Gilvan Junior (PSDB), tem na base 16 vereadores, contra 11 oposicionistas. Entretanto, o presidente da Câmara, Carlos Ferreira (MDB), já afirmou que o relacionamento com o tucano será semelhante ao dedicado ao ex-chefe do Executivo Paulo Serra (PSDB). 

“Nosso compromisso não é fazer oposição, mas sim apoiar a tirar projetos do papel para colocar em prática. Não tivemos problemas com Serra e não vamos ter com Gilvan, que terá apoio total da presidência da Casa”, assegurou o emedebista durante o podcast Política em Cena, do Diário.

Akira Auriani (PSB), prefeito de Rio Grande da Serra, já passou pelo crivo do Legislativo. Onze dos 13 vereadores aprovaram, em janeiro, o projeto de rees-truturação administrativa da Prefeitura. Entre as principais mudanças constavam a criação da Secretaria de Gestão, Programas, Projetos e Tecnologia, a instituição da Coordenadoria de Cultura e alterações na nomenclatura de algumas Pastas, além da extinção e criação de cargos comissionados. 

Akira Auriani conta com oito vereadores na base do governo e cinco na oposição. 

Taka: 15 de 21 vereadores são oposição

O prefeito de Diadema,Taka Yamauchi (MDB), tem neste primeiro momento a situação mais desfavorável na questão da governabilidade entre os novos chefes do Executivo do Grande ABC. Com 21 cadeiras, a oposição, liderada pelo PT, tem maioria na Câmara, com 15 eleitos em 2024. Na base há seis vereadores.

O emedebista aposta no diálogo e na eleição de Rodrigo Capel (PSD) como presidente da Mesa para garantir a governabilidade. O pessedista foi unanimidade por manter postura centrada, equilibrada e articuladora, características que conquistaram, inclusive, o apoio dos petistas.

Apesar de a maioria dos parlamentares afirmar que Taka terá oposição propositiva, na última semana Josa Queiroz e Patty Ferreira, ambos do PT, criticaram o prefeito por falar ‘inverdades’. Os vereadores contestaram declarações do emedebista sobre o Clube Mané Garrincha – ele afirmou que a piscina “não é utilizada há anos”. 

Os petistas garantiram que o clube esteve ativo nos últimos quatro anos, com campeonatos e uso da piscina pela população. “Não vamos permitir que gente que não quer trabalhar se apodere de informação que não é verdade”, disse Patty.

Os prefeitos reeleitos Marcelo Oliveira (PT), de Mauá, e Guto Volpi (PL), de Ribeirão Pires, devem manter o mesmo relacionamento com a Câmara verificado no primeiro mandato. 

O petista conta com o apoio de 15 vereadores, contra oito de partidos da oposição. Em Ribeirão Pires, há certo equilíbrio na Câmara, com dez vereadores ao lado de Guto Volpi, contra sete opositores. Entretanto, o liberal destacou em entrevistas recentes que sempre teve bom relacionamento com os legisladores. Com isso, não deve enfrentar grandes resistências.




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