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Obra da nova estação da CPTM de Rio Grande pode ter início em 2026

Com foco na mobilidade, Akira Auriani também está em tratativas com a MRS Logística para construção de um viaduto no município

30/01/2025 | 08:07
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FOTO: Claudinei Plaza/DGABC
FOTO: Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A nova estação da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) de Rio Grande da Serra deve começar a sair do papel no segundo semestre de 2026. O prefeito Akira Auriani (PSB) se reuniu com o presidente da empresa, Michael Sotelo Cerqueira, quando ficou sabendo que a previsão de assinatura para início das obras é de que ocorra ainda este ano. 

“Transferir a estação de trem para o lado da rodoviária não é só uma questão de mobilidade e logística. É segurança. De fato, a estação trava a cidade hoje, mas a população passa muito próximo ao trem e já ocorreram acidentes. Acredito que a assinatura para construção da nova estação deva sair ainda este ano, para início das obras em 2026, no máximo em 2027”, afirmou Akira, ontem, durante o podcast Política em Cena, do Diário

Ainda em relação à mobilidade, o prefeito destacou que está em tratativas com a MRS Logística para a edificação de estrutura viária, que seria erguida a partir da Casa dos Castelucci (na Estrada Guilherme Pinto Monteiro) até onde é hoje a funerária central (Rua Prefeito Cido Franco). “Existe também essa possibilidade de assinarmos convênio para construção de um viaduto, que vai desafogar o trânsito. Dentro destes quatro anos Rio Grande vai ter uma transformação quando se fala da mobilidade.”

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RECOMEÇA RG

O prefeito afirmou que neste primeiro mês a equipe se dedicou a conhecer a real situação da cidade, tendo em vista que a transição com o governo Penha Fumagalli (PSD) não ocorreu como o esperado. Para enfrentar a situação encontrada, o pessebista lançou o Recomeça Rio Grande, plano de ação para os 100 primeiros dias de governo.

“Começamos com coisas pontuais que não estavam organizadas e que são essenciais para a cidade funcionar, como a falta de coletes balísticos para a GCM (Guarda Civil Municipal) e a área de serviços urbanos sem equipamentos, praticamente. Vimos que faltava o básico e organizamos o programa com essas ações pontuais. Já fizemos a manutenção na área externa das UBSs (Unidades Básicas de Saúde), elaboramos programa para a saúde. Colocaremos para funcionar em fevereiro a farmácia 24h. Aos pouquinhos estamos conseguindo organizar.” 

FINANÇAS

Akira Auriani afirmou ainda que a estimativa de Orçamento para este ano é de R$ 190 milhões. Entretanto, projeta que arrecadação real seja de R$ 170 milhões, dos quais R$ 14 milhões serão destinados à Previdência e R$ 6 milhões para a Câmara. Ainda pesa sobre o caixa uma dívida estimada em R$ 65 milhões.

“Sem contar a dívida, sobram R$ 150 milhões. Quando se pega esse valor e divide pela nossa população, que gira em torno de 60 mil pessoas, temos quase R$ 200 per capita para dar saúde, educação, segurança, qualidade de vida para o morador da cidade. É um valor muito baixo”, pontuou. 

Frente a esse cenário, o prefeito destacou que o governo está reorganizando as áreas administrativa, financeira e jurídica, para buscar recursos federais e estaduais. Além disso, antes de assumir, Akira buscou emendas parlamentares para ajudar neste início do ano. “Nossa meta é que daqui quatro anos possamos apresentar o dobro do orçamento que pegamos hoje”, afirmou. 

A entrevista completa com o prefeito de Rio Grande pode ser conferida na íntegra nos canais digitais do Diário

Prefeitura começa a pagar exonerados

A Prefeitura de Rio Grande da Serra deu início ao pagamento da verba rescisória de ao menos 42 servidores comissionados exonerados em 27 de dezembro de 2024, pela então prefeita Penha Fumagalli (PSD). A quitação sofreu atraso, segundo a administração municipal, devido ao processo de mudança de titularidade das contas bancárias do Paço.

Entretanto, os trabalhadores questionam os critérios adotados para o pagamento. Os comissionados afirmam ter conhecimento de que vão receber primeiro os ex-funcionários que possuem ligação com vereadores eleitos ainda na base da ex-prefeita. Destacaram ainda que tomaram conhecimento dos motivos para o atraso por meio da imprensa e que não foram procurados pela Prefeitura.

Segundo informado ao Diário, os salários referentes a dezembro e férias vencidas também não foram quitadas pelo atual governo. “O prefeito insiste em querer nos punir”, declarou um dos trabalhadores, que pediu para não ser identificado por temer represália.

A administração municipal informou que os ex-funcionários estão sendo pagos de acordo com a ordem dos arquivos gerados. “Lembrando que as alterações (na titularidade) dos responsáveis foram liberadas há poucos dias pelas instituições financeiras e, com isso, estamos promovendo todos os pagamentos obedecendo à ordem cronológica, para não incorrer em nenhuma irregularidade jurídica”, informou o governo Akira Auriani (PSB).

A Prefeitura afirmou ainda que todas as pendências com os exonerados serão pagas até amanhã. “Caso isso não ocorra em virtude de algum problema inesperado, no início da próxima semana serão finalizados todos os pagamentos”, destacou a administração ribeirão-pirense, em nota.

IMPROBIDADE

O advogado Vinicius Carvalho Amante, que atua na defesa dos ex-servidores, afirmou que a administração não poderia ter deixado de pagar os exonerados porque as verbas já estavam empenhadas e liquidadas, só faltando fazer a remessa para as instituições. 

Além disso, Amante destacou que a Prefeitura quebrou a ordem cronológica de pagamentos, segundo consta do Portal da Transparência, desconsiderando o princípio da impessoalidade, que compreende a igualdade de tratamento aos que estão na mesma situação jurídica. 

“Vou representar o grupo e, além de entrar com mandado se segurança em relação às verbas rescisórias, vamos levar ao Ministério Público essa quebra na ordem dos pagamentos, que pode configurar improbidade administrativa”, pontuou o advogado à reportagem do Diário.




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