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Gestão de Diadema aponta estado degradante no cemitério municipal

Em vistoria, prefeito Taka Yamauchi identifica problemas estruturais graves e diz que planeja medidas emergenciais para reverter cenário

18/01/2025 | 08:07
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FOTO: Denis Maciel/DGABC
FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Em vistoria realizada na manhã de quinta-feira (16), o prefeito de Diadema, Taka Yamauchi (MDB), encontrou diversas irregularidades e estado de abandono no Cemitério Municipal da cidade. O chefe do Executivo estava acompanhado do secretário de Meio Ambiente e Serviços Urbanos, Ricardo Souza, e visitou o local após denúncias de funcionários e da população sobre as condições do equipamento. 

A equipe do Diário< esteve ontem no local e constatou as denúncias apresentadas pelo Paço. Entre os problemas, foram identificados: ossadas amontoadas em sacos de lixo, gavetas mortuárias danificadas e com cadáveres expostos, caixões montados na área externa, animais peçonhentos e forte odor ocasionado por necrochorume (líquido produzido durante decomposição dos cadáveres) e funcionários sem equipamentos adequados.

Além das questões relatadas, o cemitério também apresenta problemas graves de infraestrutura, como ossários abertos, salas armazenando sacos de ossos há meses à espera de incineração, infiltrações, lâmpadas quebradas e corredores sem iluminação. 

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A Prefeitura informou que vai elaborar um plano de ação imediato para sanar os problemas mais críticos, além de planejar todas as intervenções necessárias para a manutenção adequada do cemitério. 

“Não é aceitável que um espaço de tamanha importância, que carrega memórias e histórias das famílias de nossa cidade, esteja em condições tão precárias. A situação é degradante, humilhante e distante de oferecer um espaço digno às famílias. Um total descaso e desrespeito. Vamos trabalhar para garantir que o cemitério seja um lugar respeitável e bem cuidado, como deve ser”, afirmou o prefeito.

O secretário de Meio Ambiente e Serviços Urbanos, Ricardo Souza, disse que o último registro de cremação de ossadas ocorreu há mais de um ano, em outubro de 2023. Levantamento da Pasta identificou até o momento mais de 1.000 ossadas depositadas em sacos de lixo em duas salas – foi encontrado um grupo de ossos dos anos 2000. 

“O cemitério não possui licitação para cremação de ossadas, incineração de itens, reposição de flores e urnas para o sepultamento. Era tudo realizado em caráter de indenização, ou seja, a empresa realizava o serviço e a antiga gestão emitia nota. Esse não é o procedimento correto, pois acaba privilegiando apenas uma empresa. Já está em andamento o processo licitatório emergencial de todos esses serviços”, explicou Souza. 

POUCOS DIAS

O Cemitério Municipal de Diadema possui vagas para dez dias de sepultamento. Isso porque o equipamento tem apenas 72 columbários (gavetas) disponíveis, enquanto a média de enterros é de sete por dia. No total, o espaço conta com 11.200 vagas e está com 99% de ocupação, segundo dados da Prefeitura. 

Como medida emergencial, a Secretaria de Meio Ambiente e Serviços Urbanos pretende reativar nos próximos dias um columbário abandonado, que possui 160 gavetas. Além disso, a Pasta diz que desde que assumiu a nova gestão, o sepultamento voltou a ser apenas para residentes do município. 

De acordo com a secretaria, nos últimos anos o cemitério municipal havia passado a realizar, com alta frequência, o sepultamento de pessoas da Capital, o que fez aumentar a demanda diária do serviço e também a ocupação do espaço.




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