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São Bernardo tem 20 crianças e adolescentes à espera de apadrinhamento

Projeto Fênix recebe inscrições até 19 de fevereiro para quem deseja oferecer convivência familiar e comunitária a menores

17/01/2025 | 14:45
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FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Projeto Fênix, da ONG Ficar de Bem, tem no momento 20 crianças e adolescentes na fila para apadrinhamento afetivo em São Bernardo. A iniciativa foi criada em 2016 e proporciona convivência familiar e comunitária para menores de 6 a 18 anos que vivem sob a proteção do Estado.

A base do projeto é respaldada pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), especificamente no artigo 19-B, que estabelece a importância do fortalecimento de laços comunitários e afetivos para crianças e adolescentes em situação de acolhimento. 

Os interessados em apadrinhar precisam atender a alguns requisitos. Não estar inscritos na lista de adoção é um critério fundamental, assim como demonstrar estabilidade emocional e familiar. A avaliação não prioriza condição financeira, mas sim a capacidade de oferecer um ambiente acolhedor e seguro. “O objetivo é garantir que o padrinho ou madrinha esteja preparado para estabelecer um vínculo afetivo sólido, sem criar falsas expectativas para a criança ou jovem”, explica Ariane Bravin, psicóloga e coordenadora de projetos da ONG.

DGABC

HISTÓRICO E REQUISITOS

Desde o início, o Projeto Fênix conta com o apoio da organização alemã KNH (Kindernothilfe), que tem como missão global apoiar crianças e jovens vulneráveis por meio de projetos sustentáveis e educacionais. A KNH oferece suporte financeiro em ciclos de cinco anos, e essa é a segunda vez que o Fênix recebe o apoio. A primeira etapa ocorreu entre 2016 e 2021, formando 20 padrinhos, a segunda, em vigor, teve início em março de 2021, com previsão de duração até março de 2026.

Para se tornar um padrinho ou madrinha, é necessário cumprir requisitos adicionais: ter idade mínima de 25 anos e uma diferença de idade mínima de 14 anos para o afilhado, residir em São Bernardo e não ser técnico, educador ou outro profissional diretamente envolvido com o acolhido. Além disso, pessoas do círculo comunitário ou amigos da criança e do adolescente também devem passar pelos processos de cadastro e avaliação.

O processo de apadrinhamento inclui entrevistas individuais, visitas domiciliares e treinamentos específicos que abordam temas como desenvolvimento infantojuvenil, formação de vínculos afetivos e expectativas reais sobre a convivência. Uma palestra com uma defensora pública também faz parte do programa, esclarecendo direitos e deveres envolvidos. O processo de preparação tem duração aproximada de três meses e inclui a entrega de documentos, como cópias de RG, CPF, comprovante de residência e certidão negativa de antecedentes criminais.

Para as crianças, também há um preparo especial. Elas participam de oficinas que explicam o processo, permitindo que compreendam que o apadrinhamento não é adoção, mas uma forma de criar uma relação afetiva positiva e duradoura.

O apadrinhamento começa com encontros mensais entre a criança e a família madrinha, com a esperança de que essa convivência se torne mais frequente ao longo do tempo. O processo completo, desde a inscrição até a primeira noite da criança na casa do padrinho, leva cerca de seis meses. “Apesar da burocracia, cada etapa é pensada para garantir a segurança emocional e física tanto da criança quanto da família”, reforça Ariane.

As inscrições para o apadrinhamento estão abertas até o dia 19 de fevereiro. Para quem deseja conhecer melhor o projeto, serão realizadas cinco reuniões informativas nas seguintes datas: 4 de fevereiro, às 10h (presencial), 6 de fevereiro, às 20h (online), 12 de fevereiro, às 18h (presencial), 15 de fevereiro, às 10h (presencial) e 20 de fevereiro, às 20h (online). As reuniões presenciais acontecem na sede do projeto em Ferrazópolis, em São Bernardo.

Mais informações e a inscrição podem ser obtidas na ONG Ficar de Bem: https://ficardebem.org.br/ ou pelo WhatsApp: 99862-4355




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