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Alex Manente diz que recuo sobre regra do Pix mostra governo ‘perdido'

O deputado federal criticou duramente o governo federal após a revogação das novas regras sobre o Pix, que impunham limites para transferências de valores superiores a R$ 5 mil

16/01/2025 | 16:55
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FOTO: Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O deputado federal Alex Manente (Cidadania-SP), representante do Grande ABC, criticou duramente o governo federal após a revogação das novas regras sobre o Pix, que impunham limites para transferências de valores superiores a R$ 5 mil. Para Manente, o recuo revela a falta de planejamento e a confusão na gestão pública.

"O governo federal está perdido", afirmou o deputado, em vídeo sobre a medida. "Aquela regra ridícula do Pix de R$ 5 mil que criaram há pouco tempo atrás já não está valendo mais. Como vamos acreditar em um governo que faz uma regra sem pensar nas consequências? Será que eles pensam antes de fazer as leis que propõem ao povo?", questionou.

A revogação das normas, que gerou repercussão negativa entre a população e especialistas em economia, é vista por Manente como um grande erro do governo. "Isso é um grande absurdo. O governo federal não pensa nas consequências para o cidadão. O recuo deixa bem claro que a gestão está sem rumo e sem compromisso com a população", criticou o parlamentar.

DGABC

Entenda

Diante da onda de fake news em torno da modernização da fiscalização do Pix, a Receita Federal revogou o ato normativo que estendeu o monitoramento das transações aos bancos digitais, fintechs e instituições de pagamento. No lugar, o governo editará uma MP (Medida Provisória) para proibir a cobrança diferenciada por transações em Pix e em dinheiro.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, anunciaram as mudanças. A MP também reforçará princípios garantidos pela Constituição nas transações via Pix, como o sigilo bancário e a não cobrança de impostos nas transferências pela modalidade, além de garantir a gratuidade do Pix para pessoas físicas.

“Essa revogação se dá por dois motivos: tirar isso que tristemente virou uma arma nas mãos desses criminosos e inescrupulosos. A segunda razão é não prejudicar a tramitação do ato que será anunciado (a MP)”, explicou Barreirinhas.

Com a edição da MP, nenhum comerciante poderá cobrar preços diferentes entre pagamentos via Pix e em dinheiro, prática que começou a ser detectada nos últimos dias. Para Haddad, a medida provisória extinguirá a onda de fake news em relação à taxação do Pix, que tomou conta das redes sociais desde o início do ano.

“A medida provisória reforça os dois princípios e praticamente equipara o Pix ao pagamento em dinheiro. O que isso significa? Que essas práticas utilizadas hoje com base na fake news de cobrar a mais o que é pago em Pix está vedado. Ou seja, o que cobra em dinheiro poderá cobrar em Pix. Quem quer usar o Pix vai ter que pagar o mesmo valor em dinheiro, sem nenhum acréscimo”, disse Haddad.

O ministro reforçou que a medida provisória, na verdade, reforça princípios já existentes em relação ao Pix, apenas esclarecendo pontos distorcidos por disseminadores de fake news nos últimos dias.

“O Pix estará protegido pelo sigilo, como sempre foi. (O que estamos fazendo) é só a ampliação, o reforço da legislação, para tornar mais claro esses princípios já estão resguardados pela medida provisória. Para evitar a má interpretação, a tentativa de distorcer o intuito da Receita Federal, ela está tomando a medida que o Barreirinhas já anunciou”, explicou Haddad.

“Tudo isso tem um único objetivo: salvaguardar a economia popular, salvaguardar as finanças das pessoas mais pobres, o pequeno comerciante e a dona de casa que vai fazer suas compras, e equiparar o pagamento em Pix ao pagamento em dinheiro”, completou o ministro.

Haddad negou que a revogação do ato seja o reconhecimento da derrota para as fake news. “Pelo contrário. Isso é impedir que esse ato seja usado como justificativa para não votar a MP. Estamos lançando uma medida provisória e queremos que ela seja discutida com sobriedade pelo Congresso Nacional”, justificou.




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