Cultura & Lazer Titulo Pela primeira vez

Teatro Lauro Gomes, de S.Bernardo, abre agenda ao Candlelight

Espetáculo com velas que visa democratizar música clássica pelo mundo é destaque no Grande ABC

16/01/2025 | 08:51
Compartilhar notícia
FOTO: Divulgação
FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Concerto à luz de velas que viralizou nas redes sociais nos últimos quatros anos, Candlelight chega ao Grande ABC pela primeira vez a partir deste sábado (18). Sob a luz de mais de 2.000 pavios, as apresentações agendadas para São Bernardo escolheram o Teatro Lauro Gomes para a performance intimista de um quarteto de cordas (violinos, viola e violoncelo) em repertórios como Vivaldi, As Quatro Estações, Os Clássicos do Rock e Tributo a Coldplay. 

As sessões iluminadas duram uma hora, com ingressos de R$ 70 (inteira) ou R$ 35 (meia) pelo site https://feverup.com/pt/so-bernardo-do-campo. A estreia, com rock instrumental no dia 18 e também em 8 de fevereiro, será às 17h e ressoará clássicos do Pink Floyd, Aerosmith, Metallica, Bon Jovi, The Beatles, The Rolling Stones, Nirvana, Led Zeppelin, Guns N’ Roses, Foo Fighters e Deep Purple. 

A seguir neste sábado, em apresentações às 19h e 21h, os instrumentos eruditos darão vez a hits da banda britânica Coldplay, como Viva la Vida, Clocks, Fix You e Sky Full of Stars. Em linha tradicional, a série de espetáculos à luz de velas se encerra em 8 de fevereiro, também às 19h e 21h, com o ciclo das composições emblemáticas do italiano Vivaldi em uma passagem de som inspirada na transição da Natureza durante a primavera, verão, outono e inverno.

DGABC

ERUDITO SEM ELITISMO

Descentralizando o acesso da música erudita para fora de ambientes como a Sala São Paulo e até se afastando da magnitude de orquestras, o Candlelight se orgulha em democratizar o acesso à música clássica, segundo Victor Veronesi, gerente de projeto da iniciativa. 

Pelas contas, 35 cidades brasileiras experienciaram o modelo que nasceu na Europa. “Agora, chama a atenção de quem não conhece o gênero. Mas em Nova York, Paris e Madri o Candlelight nasceu como uma consultoria das orquestras locais. E o projeto ajudou e muito a tirar o rigor do meio, em figurino (nos concertos tradicionais o traje fino é mandatório), por exemplo, assim como trazer em trazer música clássica para demais públicos também”, esclarece. 

Segundo ele, o evento foi um dos propulsores em descentralizar os espectadores do gênero de 50+ para, com que 70% de sua bilhetagem, a adesão se refletisse em clientes com menos de 40 anos. A próxima meta é expandir a atração para outras cidades do Grande ABC. “Entendemos como uma necessidade em levar entretenimento e qualidade para mais pessoas”, discorre. 

Para este objetivo, ele afirma que a Fever também se coloca à disposição para receber convites de casas de espetáculo locais. “No Teatro Lauro Gomes, por exemplo, a gente fez um estudo dos teatros são-bernardenses. Escolhemos ele pelo estético interessante e sinérgico.

É bem bonito, orna com as velas! Além disso, a capacidade de pessoas, que recebe 526 interessados, fez sentido para a gente, já que nossa média de público, para que tudo fique aconchegante, é não passar muito da variação de 200 a 500 espectadores”, explica o gerente.

Para atender aos ouvidos exigentes ou curiosos da massa em São Bernardo, o elenco será de 30 funcionários (sendo seleto quatro músicos), de acordo com Veronesi. “Este alcance ampliado do gênero gera identificação. Vemos pessoas emocionadas depois da performance do quarteto de cordas. Quem nunca foi, tende a sair realizado”, reafirma.


A SURPRESA NAS VELAS

Se fogo e ambientes fechados não combinam, a principal curiosidade de quem se interessa pelo concerto é como a devida segurança é garantida com velas acesas por uma hora ininterrupta nas sessões. E a curiosidade é: tudo é cinematográfico!

“A gente até já chegou a ler um pessoal comentando nas publicações algo como ‘o cheiro de cera é inebriante’, mas velas tradicionais mesmo nunca foram acesas”, se diverte Veronesi. 

As réplicas fieis do Candlelight são em led, zeram os riscos de incêndio, emissão de gás carbônico e garantem que, ao contrário do tremeluzir que aconteceria com as opções em cera, a luminosidade do espetáculo não seja afetada. “A gente garante assim um padrão de qualidade e efeito nosso. Então quem quer conhecer a atmosfera, pode ter certeza de segurança garantida. E, claro, mesmo com qualquer outra eventualidade, lá também tem brigadistas”, finaliza. 




Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


;