Editorial O movimento de reaproximação das sete cidades ao Consórcio Intermunicipal do Grande ABC é um marco para o fortalecimento da governança regional. Não há mais espaço para divisões. A reintegração de São Bernardo à entidade já é uma realidade, São Caetano está na expectativa de confirmar sua volta, e o desejo manifestado por líderes legislativos, como Danilo Lima (Podemos), de São Bernardo, e Junior Getúlio (PT), de Mauá, em contribuir com o colegiado é um avanço significativo. Presidentes de Câmaras têm a capacidade de amplificar o diálogo entre a esfera regional e os parlamentares locais, ajudando a alinhar as ações do grupo às necessidades reais da população e ampliando o impacto das políticas públicas.
Um exemplo claro dessa sinergia é a proposta de Junior Getúlio para regionalizar a Cross, a Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde, iniciativa que, alvo de reportagem publicada ontem neste Diário, ecoou no governo estadual. No mesmo dia em que a ideia era veiculada, Felicio Ramuth (PSD), governador paulista em exercício, considerou viável a imple-mentação da proposta, que visa descentralizar e integrar os atendimentos de saúde no Grande ABC, melhorando o acesso da população aos serviços de internação hospitalar. Esse episódio demonstra como os vereadores podem desempenhar papel estratégico, elaborando propostas que, por meio do Consórcio, ganham dimensão e conquistam a atenção do Estado.
A reincorporação plena do Grande ABC ao Consórcio exige esforços que vão além dos prefeitos. Parlamentares locais têm muito a contribuir, seja na fiscalização, na proposição de políticas ou na mobilização de recursos e apoios. A convergência entre as Câmaras Municipais e o colegiado fortalece a legitimidade das ações e assegura que as decisões contemplem as demandas dos sete municípios. Iniciativas como a regionalização da Cross evidenciam o potencial transformador desse alinhamento, reforçando a necessidade de união para enfrentar desafios comuns e consolidar avanços em saúde, mobilidade e urbanismo. Para avançar os processos de negociação, até ao próprio Estado poderia ser oferecido um assento na instituição.
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