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O aumento expressivo de 34,2% nas denúncias de violações de direitos humanos no Grande ABC em 2024, com 9.530 casos registrados, revela grave situação que exige ações imediatas. Os dados destacam a vulnerabilidade de crianças, adolescentes, idosos e pessoas com deficiência, que, juntos, concentram mais de 94% das notificações. Especialistas, como Ariel de Castro Alves, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Bernardo, alertam que a elevação não se deve apenas à adesão ao Disque 100, mas ao crescimento efetivo dos casos. O cenário é agravado pela ausência de campanhas educativas robustas na região, algo que já foi feito.
A falta de conscientização e de medidas preventivas contribui para a perpetuação de abusos, sobretudo contra crianças e adolescentes, principais vítimas de crimes virtuais e violências domésticas. A ausência de campanhas amplas, aliada ao aumento da exposição ao ambiente digital, tem favorecido o crescimento de ocorrências como bullying, assédio e exploração sexual. A retomada das ações educativas não é suficiente; é preciso ainda a criação de delegacias especializadas e centros de referência que possam atender de forma efetiva os grupos mais vulneráveis. Esses espaços seriam fundamentais para oferecer suporte às vítimas e atuar na prevenção e repressão de atos violentos.
O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, que está prestes a ter sua unidade resgatada com as voltas de São Bernardo e – quiçá – São Caetano, pode retomar a experiência de anos anteriores e promover campanhas educativas. Por sua vez, as cidades precisam priorizar políticas públicas voltadas aos direitos humanos, investindo na ampliação de serviços de proteção e assistência. A impunidade dos agressores e a revitimização das vítimas perpetuam o ciclo de violência. A divulgação intensificada do Disque 100 é apenas uma parte do enfrentamento; é necessário que as gestões articulem ações integradas e comprometidas com a construção de uma sociedade mais justa e segura.
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