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Os primeiros dias de governo são decisivos para o sucesso e a qualidade de toda a gestão, especialmente em um cenário marcado por dificuldades financeiras. Em São Bernardo, o novo prefeito Marcelo Lima (Podemos) trouxe à tona ontem, durante entrevista coletiva, situação que contrasta com a narrativa otimista de seu antecessor, Orlando Morando (sem partido). Enquanto o ex-prefeito afirmava que deixaria uma “herança bendita”, o atual admite enfrentar restrições orçamentárias significativas. Essa divergência ressalta a necessidade de uma análise transparente das contas públicas, indispensável para a implementação de projetos viáveis e alinhados às promessas de campanha.
Em Diadema, logo no primeiro dia útil de trabalho, o prefeito Taka Yamauchi (MDB) fez um pedido claro ao secretariado: revisar contratos e reduzir despesas. Essa postura reflete o reconhecimento de que a eficiência na gestão dos recursos públicos é condição para o sucesso administrativo. As medidas iniciais, embora possam gerar impactos imediatos, devem ser acompanhadas por um planejamento de médio e longo prazo, que assegure a continuidade das políticas públicas sem comprometer a saúde financeira do município. A preocupação do são-bernardense e a cautela orçamentária adotada pelo diademense sinalizam uma busca por equilíbrio em meio às limitações existentes. Eis o caminho.
Traçar um diagnóstico financeiro robusto é o primeiro passo para enfrentar os desafios que se apresentam. E isso deve ser realizado também nas outras cidades do Grande ABC. Sem uma compreensão detalhada da situação fiscal, os prefeitos correm o risco de tomar decisões desalinhadas às necessidades locais e às capacidades orçamentárias. O sucesso das respectivas gestões dependerá da habilidade de transformar as metas de campanha em ações concretas, respeitando os limites impostos pelo caixa. Mais do que cumprir promessas, a prioridade deve ser estabelecer uma administração eficiente, pautada na responsabilidade fiscal e na entrega de resultados sustentáveis para a população.
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