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Marcelo Lima ‘negocia’ dívida de R$ 19 milhões com o Consórcio

Montante devido por São Bernardo à entidade colegiada regional, segundo o pré-acordo, poderá ser quitado em até 240 meses

Wilson Guardia
26/12/2024 | 09:01
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FOTO: Denis Maciel/DGABC

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Marcelo Lima (Podemos), prefeito diplomado de São Bernardo, voltou a afirmar que o município vai retornar ao Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, inclusive, após tomar posse no dia 1º de janeiro, vai enviar à Câmara projeto de lei que formalize e autorize o retorno à entidade. No entanto, o podemista lembrou que a cidade está em débito com o colegiado. “A dívida está em R$ 19 milhões e eu já fiz a negociação, ainda de forma informal, com o atual gestor do Consórcio. Vamos pagar em até 240 vezes”, frisou.

A declaração foi dada, na segunda-feira (23), durante coletiva de imprensa após anúncio dos últimos membros do primeiro escalão.

O futuro chefe do Executivo são-bernardense garantiu que os valores pagos à entidade regional “não são gastos, mas sim investimentos”. Lima, no entanto, desde que venceu as eleições de outubro, tem defendido um novo modelo de governança no Consórcio para retorno da cidade. O colega, Tite Campanella (PL), prefeito diplomado de São Caetano, também tem sinalizado intenção de levar o município de volta ao colegiado. As duas cidades anunciaram deixar o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC em dezembro de 2022. A decisão foi comunicada pelos prefeitos Orlando Morando (sem partido) e José Auricchio Júnior (PSD). Meses após os anúncios públicos, as respectivas Câmaras aprovaram os projetos de lei de retirada.

Em maio, como noticiado pelo Diário, a dívida de São Bernardo com o Consórcio era de R$ 15,7 milhões e a da São Caetano cerca de R$ 500 mil. Os valores, segundo apurado pela reportagem à época, referiam-se ao prazo de 180 dias para que todas as etapas de desligamento fossem concluídas. Neste intervalo de tempo, as cidades deveriam continuar com os pagamentos.

Ainda na segunda-feira, o prefeito diplomado, publicamente, comunicou os vereadores que pedirá autorização do Legislativo para que o recesso seja levantado. A ideia é votar no primeiro dia do ano o retorno ao Consórcio, a reforma administrativa e mais um projeto, que não teve detalhes revelados.

Sobre as dívidas das cidades com o Consórcio Intermunicipal, as prefeituras e a entidade regional não se manifestaram até o fechamento desta edição.

CAIXA EM ORDEM

Marcelo Lima comentou no início da semana que está tranquilo em relação às finanças do município e esperar encontrar o ‘caixa em ordem’. 

“A Prefeitura não para em dezembro, segue funcionando para entregar os serviços para a o população e as faturas das empresas chegam agora em janeiro. Por se tratar de contas dos mês anterior, do exercício de 2024, algo contratual, entendo que o valor deve estar empenhado e em caixa para o pagamento. Não tenho estes números oficiais, mas vamos fazer um balanço no primeiro mês de governo”, disse ao lembrar da entrevista do atual chefe do Executivo, Orlando Morando para o Diário, no qual confirmou passar o bastão com as contas em dia e dinheiro em caixa.




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