Editorial A magia do Natal vai muito além do colorido dos shoppings e da necessidade de consumo desenfreado que marca esta época do ano. É óbvio que isso movimenta a economia e gera empregos. Como este Diário mostrou, a estimativa é que as compras para a data injetem R$ 410 milhões nas sete cidades.
A verdadeira magia, entretanto, aparece em ações bem menores, que têm como protagonistas pessoas comuns do Grande ABC, que dedicam alguma parte de seu tempo para atuar em favor do próximo. Nesta edição, há dois os exemplos claros disso. Um é o casal que doou R$ 1.500 para o restaurante popular Bom Prato, de São Bernardo. Ou seja, na véspera de Natal eles proporcionaram a refeição para 1.500 pessoas, uma vez que cada almoço ou jantar custa R$ 1.
Outra é a dedicação dos integrantes da Cufa (Central Única das Favelas) que abrem mão do tempo que poderiam estar com suas famílias para se deslocaram até o pós-Balsa, região distante do Centro de São Bernardo, para levar presentes para as crianças que moram naquela localidade. Proporcionam sorrisos ao entregarem presentes a quem, talvez, não fosse ganhar nada, mesmo tendo pedido para o Papai Noel.
O Natal é época propícia para este tipo de atitude, pois parece fazer aflorar no coração das pessoas sentimentos que no restante do ano permanecem adormecidos, encobertos pelas obrigações do cotidiano, que, a bem da verdade, estão cada vez mais complexas.
Claro que existem entidades e instituições que passam boa parte dos 365 dias do ano atuando em favor de quem enfrenta situação de vulnerabilidade, como os fundos sociais de solidariedade das prefeituras. Que fazem a sua parte, mas isso ainda não é o suficiente.
No próximo ano teremos o início de novas gestões nas prefeituras da região. Tomara que os novos prefeitos estejam conscientes de que foram eleitos para governar para todos e que têm como obrigação oferecer caminhos para que os vulneráveis tenham dias felizes o ano todo, e não apenas no Natal.
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