Deputado estadual relaciona aumento dos preços a ‘queimadas’ e ‘sabotagem’ do presidente do BC
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Teonílio Barba (PT), deputado estadual, admite “custo de vida alto”, mas nega que o aumento dos itens da cesta básica e outros produtos alimentícios, a exemplo das carnes, têm ocorrido em decorrência da política econômica aplicada pelo Ministério da Fazenda, sob o comando de Fernando Haddad.
Para o parlamentar, o problema dos preços está diretamente ligado às “queimadas criminosas” – ocorridas entre janeiro e setembro – e “alterações climáticas” o que “mexeu com a oferta de produtos puxando os preços para cima”.
Barba declarou que, além dos pontos anteriormente apresentados, a atuação de Roberto Campos Neto,presidente do BC (Banco Central), fez a inflação disparar e encarecer, principalmente o mercado. “Esse canalha, sabotador da economia fez apenas uma operação de compra de dólares para colocar no mercado para equilibrar o preço. Na época do governo do presidente (Jair Messias) Bolsonaro (PL) ele (Campos Neto) fez mais de 130 operações para manter o preço do dólar”, disse.
A autoridade monetária, desde 2019 tem adotado uma postura independente e autônoma para se evitar interferências políticas em suas atuação, de acordo com o deputado precisa ser mais ativa e agir para evitar o colapso na economia. “Na hora que o dólar está subindo deve-se comprar os títulos para evitar que a moeda dispare”, diz Barba.
Com o dólar elevado o custo de vida encarece, isso porque, as commodities (produtos com cotação no internacional), alguns setores sofrem com a oscilação de preços, entre eles o agronegócio e energético, por exemplo.
Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo) acumula alta de 4,29% no ano e, nos últimos 12 meses, encerrados em novembro, de 4,87%.
O pacote de corte de gastos e ajuste fiscal anunciado recentemente pelo ministro Fernando Haddad acabou não sendo bem aceito pelo mercado, o que tem feito o dólar disparar e criado oscilações nos preços. Para o governo, tudo não passa de ruído e que em breve haverá estabilidade.
O atual presidente do BC, Campos Neto deixa o cargo no dia 31 de dezembro. o Cargo será ocupado por Gabriel Galípolo, que assumirá o comando da autoridade monetária em 1º de janeiro.
Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o bacharel em Ciência Econômicas e mestre em Economia Política é ex-braço-direito de Fernando Haddad e é considerado pelo financeiro uma mediador entre política fiscal e monetária.
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