Qual a sua história de Natal, querido leitor de Memória? Todos têm várias, com muitos detalhes. Vale sempre o final que tenha Jesus e os seus ensinamentos
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Ao longo do ano, “Memória” ganha muitos presentes bonitos: reflexões inéditas, textos maravilhosos, lembranças dos nossos parceiros.
Alguns reclamam que falamos mais de Santo André do que de São Bernardo; outros que abrimos espaço a São Caetano e menos para Diadema.
Temos focalizado 1904 e aprendido muito com um correspondente da Estação de Rio Grande, hoje o caçula Município de Rio Grande da Serra que vai ganhar como prefeito um sobrinho da sempre lembrada Dra. Gisela.
A gente vai dando as explicações de praxe, respeitando todas as indagações e questionamentos. Do Vanderlei Retondo, Memória recebeu lindas crônicas. Emotivas muitas vezes. Como esta crônica operária do Natal.
PRESÉPIOS
Além do cartão de todos os anos do querido padre Paulo Afonso da Silva, pároco de Rudge Ramos, Memória recebe este ano um cartão muito bonito do fotógrafo Augusto Coelho, o embaixador informal das cidades irmãs de São Caetano – não fosse Augusto, e essas irmandades estariam esquecidas.
Padre Afonso e Augusto Coelho ilustram a Memória neste dia tão especial, do aniversariante que ensina o amor, o perdão e a caridade, como bem lembra o Vanderlei.
Parece que com a idade o tempo passa mais rápido e quando percebemos, já é chegada à época mais iluminada do ano, o Natal.
A visão das luzes enfeitando fachadas, árvores decoradas e presépios, nos trazem lembranças de antigos Natais.
Tempos outros onde não havia a comodidade dos shoppings com seus atrativos e muito menos a da internet onde os papais noéis contemporâneos podem adquirir os produtos natalinos com muita comodidade sem sair de suas casas.
Muita coisa mudou de lá para cá, mas a influência europeia na festa brasileira continua a mesma.
Nunca entendi, quando criança, qual o sentido das árvores estarem recobertas com algodão representando a neve se aqui não neva, nem das vestimentas pesadas do bom velhinho, muito mais apropriada para o inverno europeu do que para nosso clima tropical.
Mas para mim, o que importava mesmo é que era Natal, data em que o Papai Noel vinha nos trazer os presentes solicitados. Tinha todo um ritual que começava uma semana antes. Colocava meu pedido dentro de um sapatinho que era posto na janela de nossa casa. No dia seguinte, corria para ver se o pedido havia sido retirado pelos ajudantes do Papai Noel.
Era nessa semana que chegava a Cesta de Natal Amaral que, além das delícias natalinas, vinham com bonecos do Pelé, do Gigante Amaral e também da Emília, aquela do Sitio do Pica-Pau Amarelo de Monteiro Lobato.
A cesta, pelo que sei hoje, era oferecida aos trabalhadores no início do ano para ser paga em 12 prestações, o que permitia - a muitos - poder adquiri-las.
Agora era chegado o momento de viver outra influência da cultura europeia, a de colocar as meias sob a lareira onde, ao descer pela chaminé, Papai Noel colocaria os presentes solicitados.
Perguntei ao meu pai onde deveria pendurar a meia, já que nossa casa não tinha lareira, e como o Papai Noel entraria aqui, se não havia chaminé.
Com um sorriso ele me explicou que poderia colocar a meia do lado de fora da janela, assim o bom velhinho não precisaria entrar, pois ainda tinha muita entrega pra fazer.
Na manhã daquele Natal, corri para ver se meu pedido havia sido atendido e, decepção! No lugar da bicicleta desejada tinha apenas um carrinho de plástico.
Fiquei revoltado com o Papai Noel, principalmente ao ver meus amiguinhos na rua brincando com seus lindos presentes novos e eu apenas com um carrinho de plástico.
Ainda emburrado, sentei-me à mesa para o almoço que agora, diferente da tradição europeia, consistia de macarrão e frango assado, cardápio muito mais condizente com uma família operária. Era nesse momento que minha mãe pedia um minuto de atenção e que fizéssemos uma oração em homenagem ao aniversariante do dia.
Hoje sei que meu Papai Noel não tinha condição financeira de me dar uma bicicleta, mas ele e minha Mamãe Noel me deram algo muito mais importante que presentes e comilanças: a lembrança de que nessa data se comemora o aniversário de alguém. Alguém que veio ao mundo para nos ensinar o amor, o perdão e a caridade.
Nesse Natal, se você se lembra de quem é Ele, reserve alguns minutos nessa data abençoada para homenageá-lo com uma singela oração.
E que tenham todos um Feliz Natal com Ele no coração.
DIÁRIO HÁ 30 ANOS
Domingo, 25 de dezembro de 1994 – Edição 8893
MANCHETE – Covas garante conclusão do Hospital de Clínicas da região.
O governo Mário Covas iria priorizar as obras de conclusão do Hospital Regional de Clínicas, em Santo André.
A afirmação era feita pelo vice-governador eleito, Geraldo Alckmin, em entrevista exclusiva ao Diário.
Reportagem: Danilo Angrimani.
NOTA DA MEMÓRIA – O Diário, desde os tempos do prefeito Lincoln Grillo, que iniciou as obras, acompanhou a novela deste hospital que, afinal, foi concluído e hoje se chama Mário Covas.
EM 25 DE DEZEMBRO DE...
1904 – Constituída a Associação Cristã Verdade e Luz, “por fim propagar o cristianismo científico”. Era mantida a revista com o mesmo nome, “Verdade e Luz”.
Canta Itália
¦ Músicas, notícias e quadros voltados à velha Bota.
¦ No Momento Memória, histórias de Natal.
Produção e apresentação: Marquitho Riotto. Hoje, ao vivo, 20h, com reapresentação no sábado, às 23h. Rádio ABC AM (1570) e FM 81.9, em cadeia com a Rádio Web Spaghetti, de São Bernardo.
NOTÍCIAS DE 1904
¦ Professor Pantaleão da Lapa Troncoso, da escola do Mato Dentro, requeria sua remoção para a Estação Rio Grande (da Serra).
NOTA – Seria uma escola do município mineiro de Conceição do Mato Dentro?
¦ Os jornais noticiavam um brinde que recebiam de várias empresas, as “folhinhas de desfolhar”, com o calendário do ano.
Brindes de empresas como a Charutaria Paulista, a Companhia Geral de Seguros Marítimos e Terrestres, e entidades como o Santuário do Imaculado Coração de Maria.
¦ Antarctica lançava o seu primeiro almanaque. Entre os organizadores, Annibal Machado, muito jovem para ser o jornalista que se tornaria um dos grandes cronistas e romancistas brasileiros.
NOTÍCIAS DE 1954
¦ Após longa permanência nos Estados Unidos, onde trabalhou no cinema e em night-clubs, Carmen Miranda chegava a São Paulo, em escala para o Rio de Janeiro.
¦ Cerâmica São Caetano publicava anúncio na capa de várias edições do Estadão: “ao construir, lembre-se dos variados e modernos recursos decorativos que lhe são propiciados pelos novos produtos da Cerâmica São Caetano”.
Slogan da companhia: “Uma tradição em cerâmica”.
MUNICÍPIOS BRASILEIROS
¦ Hoje é o aniversário de Natal, capital do Rio Grande do Norte, Guaçuí (ES) e São José do Peixe (PI).
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