Júlio César da Costa pretende realizar uma ‘escutatória’ para conhecer os profissionais da Educação e, a partir daí, balizar seu trabalho na Pasta
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A convocação feita pelo prefeito eleito de São Bernardo, Marcelo Lima (Podemos), para assumir a Secretaria de Educação do município é considerada por Júlio César da Costa o maior desafio de sua trajetória profissional. Desde que seu nome foi oficializado para o cargo ele se dedica integralmente a estudar as características da rede municipal de ensino. Uma de suas metas é a valorização dos profissionais e o ponto de partida para isso deverá ser o que chamou de “escutatória”, que é justamente ouvir as demandas dos educadores.
“Eu preciso escutar os meus professores, os meus profissionais das escolas, os meus diretores, os técnicos da Secretaria, para que eu possa, junto com eles, construir este modelo. Eu não quero chegar com um modelo pré-determinado”, afirmou o futuro secretário.
Costa chega ao Grande ABC credenciado por seus trabalhos anteriores, principalmente o que realizou em Sobral, no Ceará, onde atuou por 20 anos. E que resultou no primeiro lugar do Brasil no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) em 2021, em cidades com mais de 50 mil habitantes, e em 2023, entre municípios com mais de 70 mil moradores.
“A minha trajetória de vida profissional sempre foi dentro da perspectiva de contribuir para uma educação de qualidade aos alunos da escola pública e com a perspectiva de que ela pode ser bem melhor do que é. O desafio que o prefeito Marcelo Lima me colocou, e que me agradou muito, foi exatamente o de a gente construir – com a rede de profissionais – isso em um município de grande porte, como é São Bernardo” , afirmou.
Além da valorização dos profissionais, pelo menos outras duas propostas do plano de governo de Lima ficarão a cargo de Costa. Uma é a criação das creches noturnas, destinadas a filhos de pessoas que trabalham à noite, e outra é a adoção de um segundo idioma para as séries iniciais. “A gente já está estudando todo esse processo. O Marcelo deixou muito claro nas bandeiras dele. E foi isso que me deixou muito feliz, porque estamos jogando no mesmo time. O caminho é esse”, afirmou o educador.
O futuro secretário manifesta preocupação com a questão da alfabetização das crianças e jovens. Ele destacou dado divulgado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) em 2023 e referente a dois anos antes. O indicador revela que 56,4% dos estudantes do segundo ano do ensino fundamental ainda não estavam alfabetizadas. “Isso é muito grave. Porque isso tem consequências seriíssimas no desenvolvimento dessas crianças. Elas não aprendem, elas não se alfabetizam e isso tem como conclusão que elas não vão conseguir adquirir as competências nas proficiências clássicas, língua portuguesa, matemática, ciências. E, por causa disso, não gostam da escola, terminam por abandonar, porque não conseguem compreender. E isso gera complicações também para o trabalho do professor.”
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