Ex-ministro fez reflexão sobre não protagonismo nas eleições municipais
ouça este conteúdo
|
readme
|
José Dirceu (PT), ex-ministro da Casa Civil na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – 2003 a 2005, fez, durante agenda em São Bernardo, ontem, reflexão sobre o resultado das eleições municipais e atribuiu o desempenho nas urnas a falhas do passado: “não quer dizer que não erramos”, afirmou.
Originário a partir das lutas da classe trabalhadora, o PT, que tem o Grande ABC como berço, reduziu o número de prefeituras sob seu comando, limitando-se apenas a Mauá, com a reeleição de Marcelo Oliveira. Perdeu Diadema, com José de Filippi Júnior, e, em Santo André, São Bernardo e São Caetano os candidatos majoritários tiveram baixo desempenho.
Segundo Dirceu, as manchas na história do petismo, com denúncias de corrupção enfraqueceram o partido. “É um recomeço, Não podíamos fazer campanha em 2016 e 2020. Fomos reprimidos de 2013 a 2019. Não foi só a Lava-Jato e o Mensalão. Não podíamos sair às ruas de vermelho e quase cassaram o registro do PT. Deram o golpe na Dilma (Rousseff – 2011 a 2016) e prenderam o Lula (2018). Então não podíamos estar bem”.
“Isso não quer dizer que não erramos e que não temos que debruçar sobre nossos problemas”, admitiu Dirceu, condenado e preso por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa em 2016 e cujas penas foram anuladas neste ano.
O ex-ministro participou de plenária do mandato do deputado estadual Teonílio Barba (PT), no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. “Alguns figurões do partido, como deputados federais, estaduais e senadores, não mantiveram o trabalho de base, com a militância e movimentos sociais”, ponderou Barba sobre o resultado eleitoral.
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.