Política Titulo Grande ABC à Capital
Metrô escolhe empresa para estudar subsolo no traçado da Linha 20-Rosa

Investigação geotécnica, que custará quase R$ 69 milhões, vai subsidiar a elaboração do projeto básico do ramal

Anderson Amaral
01/12/2024 | 08:37
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Banco de Dados/DGABC

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O Metrô (Companhia do Metropolitano de São Paulo) divulgou na quinta-feira a ata de sessão pública para recebimento, abertura e escolha de propostas comerciais de empresas interessadas em prestar serviços de investigação geotécnica, sondagens e ensaios de subsolo que vão subsidiar a produção do projeto básico da Linha 20-Rosa. O ramal ligará Santo André à zona Oeste da Capital, passando por São Bernardo.

Segundo a ata da sessão pública, três empresas foram habilitadas a participar da licitação, que foi dividida em quatro lotes. As melhores propostas foram as apresentadas pelo Consórcio Alphageos-EPT-FG, que cobrou R$ 68,8 milhões pela execução dos serviços nas quatro partes. Segundo o edital, o consórcio tem três dias, contados desde quinta-feira, para apresentar o detalhamento dos valores dos serviços.

A licitação foi publicada em outubro. A investigação tem como objetivo entender como é formada a superfície no caminho das escavações do ramal metroviário e compreende o trecho entre a confluência da Avenida Marquês de São Vicente com a Rua Torres da Barra, em São Paulo; e a confluência da Avenida Antônio Cardoso com a Rua Aimberê, em Santo André.

Também em outubro, o Metrô lançou edital a fim de escolher empresa para mapear e cadastrar redes de utilidade pública em áreas onde poderão ser implementados pátios de estacionamento e manutenção da linha. Atualmente, a companhia prevê dois locais para esse fim: um próximo à estação Santa Marina e outro em um terreno que pertenceu à Rhodia, em Santo André, e que fica ao lado de via da Linha 10-Turquesa da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

NOVO PASSO

Trata-se de mais um passo para tirar a Linha 20-Rosa do papel. Em setembro, a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) emitiu parecer favorável à imple-mentação. O documento – que terá validade de cinco anos – é um marco significativo no cronograma de implementação do ramal. 

O objetivo da licença é atestar a viabilidade ambiental do empreendimento. Para isso, o Metrô precisou realizar o EIA (Estudo de Impacto Ambiental) mostrando os detalhes básicos do projeto.

A Linha 20-Rosa deverá ser construída a partir de Santo André. O ramal terá extensão de 33 km, com 24 estações, das quais seis no Grande ABC – Afonsina, Príncipe de Gales, Portugal e Santo André, na cidade de mesmo nome; e Taboão-Pauliceia e Rudge Ramos, em São Bernardo. A conclusão está prevista para 2035.

O ramal deverá ser implementado por meio de PPP (Parceria Público-Privada). O Grande ABC foi incluído na Linha 20-Rosa após o então governador João Doria (à época no PSDB) substituir, em 2019, o projeto de monotrilho da Linha 18-Bronze pelo BRT-ABC. 




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