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O aumento expressivo de casos de coqueluche no Grande ABC, conforme reportado nesta edição do Diário, acende um alerta urgente que deve ser considerado pelas autoridades sanitárias das sete cidades. A doença, que parecia controlada, volta a preocupar diante da queda na adesão às campanhas de imunização. Essa realidade não é isolada. Em todo o Brasil, observa-se um retrocesso preocupante na cobertura vacinal, fenômeno que ameaça a saúde coletiva e desafia políticas públicas. Especialistas alertam que a retomada de enfermidades antes controladas é um reflexo direto do enfraquecimento de práticas preventivas, como a vacinação, reconhecida por sua eficácia histórica.
A redução no alcance vacinal não é obra do acaso. Durante a pandemia de Covid-19, ações governamentais irresponsáveis alimentaram a disseminação de desinformação sobre imunizantes, gerando desconfiança na população. Sob a liderança do então presidente Jair Bolsonaro (PL), o Poder Executivo federal promoveu e estimulou narrativas que desqualificavam evidências científicas, abrindo espaço para movimentos antivacina se fortalecerem. Tal contexto gerou um impacto que ultrapassou a questão da Covid-19, comprometendo o combate a doenças que, com esforço coletivo, haviam sido controladas. O preço desse descaso começa a ser pago nas filas de espera das unidades de saúde.
Urge um esforço conjunto para reverter este cenário. Prefeituras, governo do Estado, União e organizações da sociedade civil – além de veículos de comunicação comprometidos com as boas causas, como este Diário – têm papel determinante no resgate da confiança nas campanhas de imunização. É preciso reforçar a importância da vacinação como ferramenta de proteção individual e coletiva, além de combater mitos que enfraquecem sua aceitação. Sem uma mobilização robusta, o reaparecimento de doenças infecciosas será apenas o início de uma crise sanitária mais ampla, que poderia ter sido evitada com ações preventivas adequadas. O avanço científico é um aliado da sociedade a favor da vida!
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