Instituições que reúnem os estabelecimentos dos setores no Grande ABC se manifestaram pela manutenção da jornada
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Entidades que reúnem os bares e restaurantes e os postos de combustíveis do Grande ABC se manifestaram contra o fim da jornada de trabalho 6x1, pela qual os funcionários atuam seis dias da semana e têm um de descanso. A principal justificativa é o aumento dos custos.
O Regran (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Grande ABC) divulgou nota pela qual expressa “discordância e repúdio” à PEC (Proposta da Emenda à Constituição) de autoria da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), que já tem assinaturas suficientes para tramitar no Congresso Nacional.
“A referida PEC, com certeza, impactará negativamente a economia, prejudicando empresas, inclusive, aquelas de trabalho essencial, incluindo os postos de combustíveis, bem todos como os trabalhadores”. afirma o presidente da entidade, Roberto Leandrini Júnior.
“Toda a economia brasileira sofrerá grande impacto. As empresas e estabelecimentos comerciais sofrerão graves prejuízos. Assim, tal fator compromete não apenas o setor empresarial, mas também o bem-estar dos trabalhadores, que terão, no mínimo, 20% de redução salarial, inclusive, pela mudança do divisor relativo ao número de horas, bem como enfrentarão possíveis demissões e instabilidade econômica, além de prejudicar todos os consumidores, que pagarão mais pelos produtos”, afirma o presidente.
Vale lembrar que a proposta da deputada prevê a redução das horas trabalhadas sem redução salarial.
Leandrini fala ainda em impacto na arrecadação de impostos. “Também diminuirá o recolhimento tributário prejudicando a já falida economia brasileira. Estamos vigilantes e continuaremos a lutar pelos interesses coletivos, defendendo políticas que beneficiem toda a sociedade e manifestando nosso repúdio a medidas contida na PEC em pauta”, finaliza o presidente.
Beto Moreira, presidente do Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC), também aponta o aumento dos custos quando se refere à mudança de jornada.
“O fim da escala 6x1 poderá exigir contratações adicionais para manter os padrões de atendimento e serviço dos estabelecimentos e vai impactar bastante o setor de hospitalidade – restaurantes, hotéis, enfim, todas as empresas que operam com horários prolongados. Em um restaurante, que abre pela manhã e fecha à noite, ou em hotéis e motéis que funcionam 24 horas, será necessário contratar mais funcionários para manter o mesmo padrão de serviço e atendimento. Além de tudo, a mudança na logística e nas escalas elevará os custos com mão de obra, o que pode, inclusive, levar algumas empresas à falência”, afirma.
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