Podcast do Diário Reeleita para a Câmara da conservadora S.Caetano com a maior votação da cidade, vereadora diz que partido não engana o eleitor
FOTO: Claudinei Plaza/DGABC

Reeleita para a Câmara de São Caetano com a maior votação da cidade, a vereadora oposicionista Bruna Biondi credita o crescimento de seu partido, o Psol, na cidade à percepção, pelo eleitorado, de que, quando vota em um candidato da sigla, sabe que seu representante será fiel às propostas que apresentou durante a campanha e às ideias que deram origem à agremiação, em 2004. “No Psol não existe voto envergonhado”, afirmou a parlamentar, durante o podcast Política em Cena, do Diário.
“Nós (do coletivo Mulheres por + Direitos, que Bruna encabeça) fomos eleitas dizendo que faríamos ‘A’, ‘B’ e ‘C’ e fizemos isso. Na eleição de 2020, ao menos seis vereadores se elegeram dizendo que seriam oposição ao governo (do prefeito José) Auricchio (Júnior, PSD). Porém, ao longo desses quatro anos, fui a única que me mantive como oposição à administração”, prossegue.
Dos 2.101 votos que recebeu em 2020, o coletivo saltou para os 5.848 obtidos no último dia 6, apesar do fato de São Caetano ser uma cidade de eleitorado conservador e também da crise enfrentada pelas siglas progressistas, que vêm perdendo representação nacional. Bruna comemorou ainda ou 8.161 votos recebidos pelo prefeiturável do partido em São Caetano, Rafael Ferrari, o Professor Rafinha, que deram ao psolista a maior votação a um candidato a prefeito de esquerda na história da cidade (8% do total válido). Para se ter uma ideia, o postulante petista, Jair Meneguelli, conquistou 4.315 (4,23%).
“Os políticos não podem esquecer que as pessoas não são palhaças, pois querem acompanhar a política, mas se frustram quando o vereador a quem deram seu voto de confiança se rendeu a conchavos, à velha política, ao toma-lá-dá-cá. A expansão de nossa votação ocorreu porque as pessoas perceberam que, apesar de um cenário bastante sofrido, nós nos mantivemos fazendo o trabalho de fiscalização, enquanto 17 vereadores da base votam cegamente no que o prefeito manda”, prosseguiu. “A gente nunca deu voto envergonhado e sempre se colocou a favor da transparência.”
Bruna Biondi ressaltou que o crescimento do Psol em São Caetano não se limita às urnas. “O Psol é um dos poucos partidos de São Caetano em que há uma base militante, que atua diariamente e que esteve nas ruas para construir a campanha do Rafinha sem receber um só real, mas porque acreditava em um candidato realmente disposto a discutir, por exemplo, a educação.”
REPRESENTATIVIDADE
A psolista afirmou que, nos últimos quatro anos, a Câmara de São Caetano caracterizou-se por ser “muito machista, truculenta e com violência política de gênero muito presente”. Para a próxima legislatura, na qual será a única representante feminina na Casa – atualmente são três –, Bruna espera que o machismo recue, embora tenha poucas esperanças. “Continuamos a ter uma Câmara sem Código de Ética. Todo trabalhador tem regras para cumprir, mas o vereador de São Caetano não tem”, lamentou.
A entrevista completa pode ser conferida nos canais de transmissão do Diário.
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