Política Titulo Contrariou o PL

Marcos Pontes anuncia candidatura independente à presidência do Senado

A próxima eleição da Mesa ocorre somente em fevereiro de 2025, mas, de acordo com o parlamentar, 'não é mais tempo de discursos, é tempo de mudanças e ação'

29/10/2024 | 16:56
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FOTO: Waldemir Barreto/Agência Senado
FOTO: Waldemir Barreto/Agência Senado Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) anunciou, nesta terça-feira (29), sua candidatura à presidência do Senado Federal. A próxima eleição da Mesa ocorre somente em fevereiro de 2025, mas, de acordo com o parlamentar, “não é mais tempo de discursos, é tempo de mudanças e ação”.

“Me lancei, hoje (29/10), candidato à presidência do Senado Federal. Estamos vendo o nosso Brasil se perder em uma espiral de valores invertidos, onde criminosos são soltos e pessoas simples são condenadas a penas desproporcionais; a crescente transformação da nossa democracia em autoritarismo”, disse ele nas redes sociais.

O senador continuou: “A sua angústia é também a minha. Não é mais tempo de discursos, é tempo de mudanças e ação. É preciso lutar em defesa de valores, da ética, da democracia e da Liberdade! Em fevereiro de 2025, haverá eleição para a presidência do Senado, e eu me apresento para esta missão! Essa é uma luta pelo Brasil, pelos brasileiros!”

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Pontes contraria o PL

Vale destacar que em 2023, quando houve a última votação para presidência da Casa, o PL lançou uma candidatura pela primeira vez com Rogério Marinho. No entanto, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) assumiu a cadeira. 

Marcos Pontes disse em tribuna que tomou esta decisão independente de apoio partidário ou articulações. “Não vejo isso como uma luta de partidos, ideologias ou poder, esta é uma luta pelo Brasil, pelos brasileiros. Ressalto que esta é uma decisão minha pessoal, não do meu partido. Não tenho apoio irrestrito dos partidos que certamente já têm seus acordos, articulações políticas feitas, mas eu tenho o direito e, principalmente, dever de me apresentar e agir em nome dos milhões de brasileiros que represento aqui e que confiam em mim”, destacou ele.

Ele continuou: “Asseguro que, se eleito, agirei de acordo com o Regimento desta Casa, com equilíbrio, sensatez e justiça, no dia a dia, na composição da Mesa e na distribuição de comissões e matérias, sempre prezando pela proporcionalidade, pela imparcialidade e pela lógica. Sei que a jornada não será fácil. Muitos que estão na arquibancada, distantes das complexidades deste jogo aqui, podem até criticar a minha decisão, dizendo que esse movimento não terá êxito. Mas não temo as críticas. Prefiro ouvir a minha consciência, que é a parte mais importante de todos nós.”

O senador reforçou também que diante deste cenário sem apoio partidário para sua candidatura, ele seria o “vencedor improvável”. “Claro que eu gostaria de ter o apoio formal de todos os partidos, eu sei que as condições ideais podem não estar ao meu favor, o que me torna um vencedor improvável”, apontou.

O Partido Liberal ainda não se manifestou sobre a decisão do senador. No entanto, internamente a decisão inicial seria o apoio à candidatura de Davi Alcolumbre (União-AP).




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