Candidato do Podemos lidera pesquisa com 49,7%, contra 39% do político do Cidadania
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Mais de 643 mil eleitores de São Bernardo voltam às urnas hoje para escolher o próximo chefe do Paço no segundo turno das eleições. Disputam o Executivo o ex-vice-prefeito Marcelo Lima (Podemos) e o deputado federal Alex Manente (Cidadania). O podemista liderou a corrida eleitoral no primeira etapa do pleito com 28,64% dos votos válidos (119.593), enquanto o cidadanista ficou em segundo, com 26,53% (110.791), diferença de apenas 8.802 votos.
Marcelo Lima lidera a disputa, segundo levantamento realizado pelo Paraná Pesquisas a pedido do Diário e publicado na quarta-feira. O podemista soma 49,7% das intenções de voto, enquanto Alex – que já disputou outras três eleições majoritárias, sendo derrotado em todas – aparece com 39%. A pesquisa está registrada no TSE sob código alfanumérico SP-09025/2024.
Ambos colecionaram fortes apoios no 2º turno. Após amargar o quarto lugar de sua indicada, Flávia Morando (União Brasil), o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), decidiu caminhar ao lado do podemista. Lima ainda conta com apoio do prefeito eleito de São Caetano, Tite Campanella (PL), e do reeleito de Ribeirão Pires, Guto Volpi (PL).
Vale lembrar que tanto Tite como Guto são do mesmo partido do candidato a vice na chapa encabeçada por Alex , vereador Paulo Eduardo (PL).
Alex tem ao lado, além do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), os prefeitos de Santo André, Paulo Serra (PSDB), e de São Caetano, José Auricchio (PSD), que elegeram seus sucessores com expressivos números de votos. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também recomendou voto em Alex, em vídeo postado nas redes sociais.
Terceiro colocado no primeiro turno, Luiz Fernando Teixeira (PT) e partidos que fizeram parte da coligação anunciaram neutralidade, liberando a militância para a etapa final. Entretanto, foram enfáticos ao destacar que Alex Manente é inimigo dos trabalhadores, por ter votado a favor das reformas Trabalhista e Previdenciária, e por ter sido autor da proposta de emenda à Constituição que prevê prisão em segunda instância.
Após o anúncio de neutralidade, boa parte dos integrantes dos partidos que apoiaram o petista começou a participar das agendas de campanha de Marcelo.
ATAQUES
Os ataques pessoais têm dado o tom deste segundo turno. No único debate realizado pelo g1, ambos deixaram de lado a cordialidade dos três debates realizados na primeira etapa do pleito. Alex foi mais agressivo nas acusações. Disse que Marcelo é réu por corrupção, teve mandato como deputado federal cassado, está impedido pela Justiça de assumir cargo de secretário e até de entrar na Prefeitura, além de ter votado contra o aumento de pena para quem comete furto ou roubo.
Marcelo, por sua vez, disse que o adversário não tem experiência em gestão, que espalha informações falsas contra ele e que faz parte do governo Morando, que acusa de corrupção, haja vista que algumas secretarias são comandadas por aliados do cidadanista.
Os ataques foram além do debate e tomaram as redes sociais de ambos os candidatos – que, inclusive, foram à Justiça por conta de vídeos postados. Marcelo Lima obteve algumas vitórias na Justiça Eleitoral, que mandou remover o vídeo em que Alex afirmava que o podemista era “réu por corrupção” e que “não poderia nem entrar na Prefeitura”.
Alex, por sua vez, reverteu decisão em que era obrigado a excluir postagem em que afirma que o adversário votou contrariamente ao aumento de pena. A Justiça entendeu que a Declaração Escrita de Voto apresentada pelo podemista não modifica o resultado da votação.
Nos últimos dias, o cidadanista tem usado as redes sociais para reclamar sobre o roubo de materiais de campanha. Registrou inclusive boletim de ocorrência por conta da subtração e destruição de windbanners (bandeiras de vento). Em live na última quinta, Alex voltou a subir o tom e a sugerir que o responsável pelo crime “tem nome e endereço”. “No segundo só tem dois, e esses atos só beneficiam um”, reclamou, sem citar o nome de Marcelo.
O podemista rebateu as acusações dizendo que o momento era de apresentar propostas. “Ao invés de usar o tempo dele para propor projetos, fica discutindo e alimentando a guerra”, criticou.
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