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No Grande ABC, mulheres já são responsáveis por quase metade dos lares

Segundo o IBGE, do total de residências no Grande ABC, 49% eram sustentadas por moradoras em 2022, ante 39% em 2010

Thainá Lana
25/10/2024 | 22:31
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FOTO: Andre Henriques/DGABC, 2023

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Em 12 anos, o total de mulheres responsáveis por domicílios no Grande ABC cresceu e chegou a 49%, equiparando-se ao número de lares chefiados por homens (51%), segundo dados do Censo Demográfico 2022 divulgados nesta sexta-feira (25). No levantamento anterior do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), responsável pelo censo, em 2010, as pessoas do sexo feminino sustentavam 39% das residências da região, ante 61% de unidades domésticas com homens como seus responsáveis. 

Das 998.223 residências contabilizadas no Grande ABC, São Bernardo (51%) e Diadema (53%) são os únicos municípios em que as mulheres já representam o maior número. Nos outros cinco, a proporção ainda apresenta maior número de lares com homens responsáveis, sendo que que Ribeirão Pires (53%) e Rio Grande da Serra (54%) têm a maior discrepância. 

O cenário regional é idêntico à realidade do País. De acordo com o levantamento, das 72,5 milhões de unidades domésticas do Brasil, 49% tinham responsáveis do sexo feminino em 2022 – em 2010, eram 39%. Já o percentual de homens que são chefes das residências era 61% há 12 anos, enquanto em 2022 eram 51%. 

O pesquisador, gerente de estudos e análises da dinâmica demográfica da coordenação de população e indicadores sociais do IBGE, Marcio Mitsuo Minamiguchi, explicou que a denominação de pessoa responsável é apresentada pelo recenseado durante o levantamento. “Em geral, o entrevistado se define como essa pessoa. Em algumas unidades da federação, temos mais mulheres responsáveis pelos domicílios do que homens, algo que não víamos em 2010”, disse o pesquisador. 

No total, dez estados brasileiros apresentam mais mulheres responsáveis pelos lares do que homens, sendo Pernambuco (54%), Sergipe (53%), Maranhão (53%), Amapá (53%), Ceará (53%), Rio de Janeiro (52%), Alagoas e Paraíba (52%), Bahia (51%) e Piauí (50,4%). 

Ainda segundo a pesquisa, a maioria dos domicílios do Grande ABC é composta por casais de sexo diferente, com 573.339 no total. Logo na sequência aparecem 419.243 pessoas que se sustentam sozinhas, sem companheiros, nas residências. Por fim, os casais homoafetivos, formados por indivíduos do mesmo sexo, representam 5.641 dos domicílios. 

UNIDADES DOMÉSTICAS

A região tem quase 1 milhão de unidades domésticas (conjunto de pessoas que vivem em um domicílio particular). No total eram 998.223 domicílios em 2022, crescimento de 16% em relação a 2010, quando foram registrados 855.010 residências desse tipo na região. No Brasil o aumento foi de 26%, passando de 55 milhões para 72 milhões em 12 anos.

Santo André foi a cidade que registrou o maior crescimento no período, com alta de 30% de domicílios. O município passou de 215.617 unidades em 2010 para 280.600 em 2022. São Bernardo (26%), Diadema (23%) e São Caetano (23%) aparecem na sequência e contabilizam as maiores altas. 

“Em cada domicílio particular, a gente tem uma unidade doméstica. O termo serve para diferenciar a questão de outras categorias de domicílios como o específico, por exemplo, que se refere às características da habitação. No caso da unidade doméstica, a descrição é sobre a composição familiar e a relação das pessoas que vivem nesses locais”, explicou Minamiguchi, destacando que os domicílios coletivos estão fora da avaliação de unidade doméstica por seguirem regras diferentes, como por exemplo presídios, penitenciárias, conventos, hotéis e hospitais. 




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