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Morando é maior derrotado da eleição no Grande ABC

Tucano viu a sobrinha ficar atrás de seu maior desafeto em S.Bernardo e outros prefeitos em 2º mandato elegerem sucessores

20/10/2024 | 08:00
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Banco de Dados/DGABC
Banco de Dados/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


As eleições deste ano foram desfavoráveis para o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), que saiu como o grande derrotado das urnas na região. Enquanto seus colegas do Grande ABC eleitos em 2016 e reeleitos em 2020 conseguiram facilmente fazer sucessores, Morando não conseguiu o mesmo feito. 

O tucano lançou o nome de sua sobrinha, Flávia Morando (União Brasil), até então desconhecida no cenário político, como candidata governista ao Executivo. Porém, a vitória nas urnas não veio e a unionista amargou o quarto lugar no 1º turno, ficando atrás do desafeto confesso de Morando, o candidato do PT, deputado estadual Luiz Fernando Teixeira. Além disso, Marcelo Lima (Podemos), que foi seu vice-prefeito, mas acabou preterido na escolha do candidato, chegou ao 2º turno contra o deputado Alex Manente (Cidadania).

Apesar de a gestão Morando contar com aprovação de mais de 60% da população e ter sido reeleito, em 2020, com 67,3% dos votos válidos, não conseguiu transferir sua aprovação popular para Flávia, que obteve 21,4% do total válido.

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Em contrapartida, o prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), elegeu, já no 1º turno, seu sucessor, Gilvan Junior (PSDB), com 61% dos votos válidos. Vale destacar que a gestão Paulo Serra tem aprovação de mais de 80% dos andreenses, ou seja, a boa gestão do tucano foi preponderante na vitória. 

O mesmo ocorreu em São Caetano. Reeleito como Paulo Serra, José Auricchio Junior (PSD) chegou a ficado afastado do cargo por um ano, mas viu o candidato governista, Tite Campanella (PL), sair vitorioso nas urnas ao conquistar 59,6% dos votos válidos. 

Outra questão que pesou contra Morando foi o fato de o tucano não ter conseguido unidade em torno da candidatura governista, haja vista que, dos cinco prefeituráveis que disputaram o 1º turno, três têm ligação com seu governo: Marcelo Lima (Podemos), ex-vice-prefeito e ex-secretário de Serviços Urbanos; e Alex Manente (Cidadania), que tem pastas municipais sob comando de apaniguados, além de Flávia. Após deixar de lado os dois ex-aliados, a única opção parece ter sido lançar a sobrinha, sobre a qual alardeou ser ótima gestora dos negócios da família.

No caso de Paulo Serra, a única dissidência foi a do vice-prefeito Luiz Zacarias (PL), que amargou o terceiro lugar com 11,4% dos votos válidos. 

A figura de Morando também não resultou em vitória ao ex-prefeiturável Marcelo Akira Nagashima (Podemos), que perdeu as eleições em Rio Grande da Serra para Akira Auriani (PSB), que conquistou 68% dos votos válidos, contra os 16,7% que recebeu. 

Na campanha, o podemista usou como estratégia colar sua imagem no casal Morando. Até faixas foram espalhadas pela cidade exaltando a parceria com a primeira-dama de São Bernardo, a deputada estadual Carla Morando (PSDB).

SEGUNDO TURNO

Poucos dias após o 1º turno, Orlando Morando anunciou apoio a Marcelo Lima, que disputará a segunda etapa das eleições contra Alex Manente.

Depois de ter combatido o podemista durante a campanha, o tucano afirmou que seu apoio é uma questão de coerência, tendo em vista que Marcelo é a última chance de ver seu governo ter continuidade.




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