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Oposição vê omissão da gestão Filippi em tragédia com morador

Árvore que caiu sobre homem e o matou no bairro Casa Grande, na sexta-feira, teve pedido de poda protocolado em novembro de 2021

18/10/2024 | 08:53
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FOTO: Wilson Guardia
FOTO: Wilson Guardia Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Vereadores de oposição à gestão do prefeito de Diadema, José de Filippi Júnior (PT), elevaram o tom das críticas na sessão de ontem na Câmara e apontaram omissão do poder público local em ações que poderiam ter evitado a tragédia ocorrida na última sexta-feira, quando uma árvore caiu sobre um homem e o matou. O caso aconteceu na rua Itanhaém, no bairro Casa Grande. “Seria leviano se tratasse de tragédia natural como culpa do prefeito”, ponderou Cabo Angelo (MDB) ao completar que, em novembro de 2021, protocolou documento na Secretaria de Meio Ambiente solicitando a “poda de árvore” (veja imagem). 

Na ocasião da elaboração do documento, Cabo Angelo apontou grandes galhos e copa alta em contato direto com a rede elétrica. “Causa e consequência, um tema que minimamente devemos expor. Quando se deixa de realizar alguns serviços e deixa passar, há o risco de cair em momentos como este. Muitos desses casos poderiam ser evitados se árvores fossem suprimidas ou podadas.”

“Por meio de ofício pedi os préstimos do Executivo para a poda da árvore que, aparentemente, estava em risco. Foi exatamente esta árvore que vitimou o rapaz durante o temporal. A tragédia poderia ter acontecido por acaso da natureza, mas poderia ter sido evitada. Até hoje a questão não foi resolvida”, disse Cabo Angelo.

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Enfático, o vereador Reinaldo Meira (Solidariedade) responsabilizou o chefe do Executivo pela morte do morador. “A culpa é do prefeito Filippi, que não podou a árvore, não fez a prevenção”, esbravejou o oposicionista.

Líder do governo Filippi na Câmara, o vereador Josa Queiroz (PT) lamentou as declarações dos pares. “É um baita de um equívoco tentar fazer uso político de um fenômeno natural. Fico triste porque fazem alusão a uma única situação e deixam de falar de centenas de outras situações que foram atendidas na cidade”, rebateu.

Josa ainda defendeu o trabalho de zeladoria executado pela Prefeitura. Para o petista, as ações realizadas antes do temporal são assertivas. “Se nossa zeladoria não estivesse funcionando, não estivesse atendendo, inclusive pedidos da oposição, teríamos tido situações muito mais graves.”

Em nota, a gestão Filippi garantiu que, “desde a noite de sexta-feira, data em que os ventos mais fortes dos últimos 30 anos atingiram Diadema, o prefeito foi às ruas para, pessoalmente, vistoriar locais atingidos e instituiu um gabinete de crise, convocando servidores de diversas secretarias para analisar o impacto e iniciar um plano de recuperação”.

A assessoria do prefeito informou ainda que Filippi “se reuniu com o ministro da Secretaria das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, para que o governo federal exigisse o pleno restabelecimento do fornecimento de energia por parte da Enel”. Além disso, a administração acionou a concessionária de energia no Ministério Público.

Para que as medidas fossem tomadas, o chefe do Executivo suspendeu as atividades de campanha, segundo a equipe de comunicação do governo.

Trecho da nota traz críticas ao adversário, Taka Yamauchi (MDB), que teria gravado vídeos e os postado nas redes sociais atribuindo a Filippi o evento climático com a morte de uma pessoa. “Acusação leviana e eleitoreira”, destacou.

A administração informou que triplicou a poda de árvores desde 2021. Ao todo são realizadas 3.400 procedimentos por ano.

Por fim, a atual gestão lamentou o óbito e negou omissão. “A árvore que, infelizmente, vitimou um morador de Diadema era uma palmeira, que não recebe poda. Perícia de técnicos da Secretaria de Meio Ambiente e Serviços Urbanos identificaram que a espécie caiu em sua raiz, devido à força dos ventos”.




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