Palavra do Leitor Privatização
‘Tarcísio e ministério pedem o fim do contrato da Enel’ (Setecidades, dia 14). Ministro diz não aceitar omissão da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Esse serviço foi privatizado em 1998, com aporte de 50% do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) no governo Mario Covas, e, em 2018, a Enel comprou da AES. Está mais que provado que o serviço é estratégico, mas exigir que a iniciativa privada se preocupe com interesse público, em detrimento do lucro, é muita inocência. A Aneel é paga por nós para regular e fiscalizar a execução de serviços públicos transferidos para o setor privado. Sua diretoria foi nomeada em 18 de abril de 2022 pelo presidente Bolsonaro, com mandato até 13 de agosto de 2027, sem chance de troca. Como toda agência reguladora, a Aneel não tem poder sobre a ganância. O erro está na privatização. Atividade fundamental de interesse público não pode estar sob o comando do lucro. Os governos são ruins para administrar, mas são bem piores para fiscalizar seus contratos.
Evaristo de Carvalho Neto
Santo André
Zeladoria
Desde sexta-feira à noite, atingida pelo vento forte, uma árvore seca jaz na calçada da Rua Padre Manoel da Nóbrega, quase esquina com a Rua Catequese, impedindo o fluxo dos pedestres, que são obrigados a se arriscar pelo asfalto, expondo-se ao perigo de serem atropelados pelos veículos que, por ali transitam em volume e velocidade excessivos. A situação persiste, esperando a boa vontade da equipe de zeladoria da administração, a menos de 500 metros do Paço Municipal de Santo André. Como se vê, os transtornos pós-temporal não são responsabilidade apenas da concessionária de energia elétrica Enel.
Roserval Pereira Sousa
Santo André
Lula em campanha
‘Lula pode fazer campanha em Mauá e Diadema, diz ministro’ (Política, ontem). Para o 2° turno, Lula está elegendo prioridades, principalmente onde se duelam PL e PT, ou outro partido que apoia seu governo. Lula irá para Fortaleza, Belém e São Paulo e, talvez, Porto Alegre e Cuiabá. Agora é hora de Papai Noel distribuir os presentes que ficaram guardados nesses dois anos de governo. É também preocupação do presidente conquistar Capitais, já que o PT teve desempenho pífio no 1° turno. Caberá ao eleitor avaliar se ele faz parte da preocupação do governo no seu dia a dia ou se são promessas eleitoreiras para conquistar espaço na política. Em alguns Estados a população elegeu seus candidatos sem virar refém do governo federal. Sinal de que estão aprendendo a votar sem cabresto.
Izabel Avallone
Capital
Bem-informado
O leitor professor Euclides Marchi tem usado a Palavra do Leitor sempre com muita propriedade e clareza em suas intervenções! A carta de hoje, Força Digital, é um exemplo. A utilidade do Diário é flagrante para a população do Grande ABC. Então, simples assim, todo cidadão esclarecido deve ser leitor assíduo do jornal, se quiser estar a par dos acontecimentos na região!
José Bueno Lima
Santo André
Legislativo
Muito oportuna a observação, nesta coluna, da colega Maria Lopes, de Santo André (Eleição de vereadores, dia 12), quando diz que, para cargos eletivos, deveria-se exigir um mínimo de formação acadêmica. Como ela diz, hoje, com tantas e tantas oportunidades de estudo, incluindo o EJA (Educação de Jovens e Adultos), não faz sentido e nem é correto, em meu ponto de vista, uma pessoa que quer ser representante do povo e que terá incumbência de criar leis, fiscalizar o Executivo e até mesmo governar, não ter um mínimo de formação sequer. Basta assinar o nome. A grande maioria destas pessoas não tem a mínima condição de cumprir este papel. Exemplos não faltam – Tiririca que o diga. Para qualquer cargo, seja ele público ou privado, exige-se um mínimo de formação escolar. Por que para um representante do povo, papel de extrema importância, não exigir? Sei que este tema não interessa à grande parte dos eleitos neste País, mas passou da hora deste tema vir à discussão na sociedade.
Mauri Fontes
Santo André
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.