Candidatos Candidatos à prefeitura se enfrentaram nesta terça-feira e trocaram farpas com apelidos de ‘falso profeta’ e ‘tetracampeão da incompetência’
FOTO: Reprodução

Os candidatos ao 2° turno na prefeitura de Diadema, José de Filippi Júnior (PT) e Taka Yamauchi (MDB), ficaram cara a cara nesta terça-feira (15) em um debate promovido pelo g1. A Saúde da cidade foi o principal tema discutido pelos prefeituráveis em meio a intensas trocas de acusações e apelidos como “falso profeta” e “tetracampeão da incompetência”.
No primeiro bloco, os candidatos foram submetidos aos principais temas abordados no debate do primeiro turno: construção de hospitais, moradias, modernização de escolas e zerar filas de exames.
Em um primeiro momento, Filippi, que recebeu 45,09% dos votos no primeiro turno, atacou diretamente a experiência de Taka, que garantiu cerca de 5 mil votos a mais e ficou com 47,39%. “Você é um falso profeta, nunca fez nada na cidade”, disparou. Ele também relembrou a atuação do adversário em Ribeirão Pires, onde ocupou o cargo de secretário de Obras entre 2017 e 2020: “Um desastre. O Hospital Santa Luzia estava com quase 60% das obras prontas, mas não conseguiu entregar.”
Taka rebateu as acusações com críticas à administração do atual prefeito em Diadema. “Ele é o tetracampeão da incompetência. Não conseguiu melhorar a Saúde, Segurança, absolutamente nada na cidade”, afirmou.
O petista alegou em diversos momentos que seu adversário não apoiava a construção de um novo hospital na cidade. “Não conseguiu construir um três vezes menor em Ribeirão Pires, como vai ser a favor aqui?”, alegou o candidato à reeleição, que também acusou: “Você foi campeão de licitação fraudadas na SP Obras, fazia contratação direta, fragmentação de licitação, está respondendo ao Tribunal de Contas do Município.”
Em resposta, o emedebista contestou: “Não existe sequer um projeto básico do hospital. Ele fala de dispensa de licitação, mas já fez 356 dispensas na sua própria gestão, e muitas sob suspeita do Tribunal de Contas do Estado”. Ele também acusou o adversário de deixar “60 mil moradias precisando de regularização fundiária, mais de 41 mil exames em falta, 18 mil pessoas sem especialistas, 14 mil mulheres esperando uma ultrassonografia”. “O senhor vem falar que vai fazer projeto? O senhor tinha que ter dor na consciência de mentir”, afirmou, enquanto o petista contestou os dados alegando ser uma informação falsa.
Em outro momento, os candidatos também trocaram farpas sobre o uso do sistema público de saúde. Taka questionou Filippi: “Se a saúde pública é tão boa, por que quando o senhor ficou doente, não foi ao Hospital Municipal?”. O petista, depois de muita insistência, o questionou se ele teria um convênio médico e já passou pelo atendimento público da cidade. “Tenho [convênio] e vou frequentar o Hospital [Municipal] no meu mandato. Mas o seu, naquele ‘açougue’, eu jamais vou”, respondeu o emedebista. E o petista rebateu: “Eu já fiz três procedimentos no Quarteirão da Saúde. Meu filho sempre foi atendido no SUS, temos um trabalho sério para a população que depende 70% do sistema público.”
O debate também abordou a recente crise energética que atingiu a Grande São Paulo na última sexta-feira (11). Depois de ser criticado por Taka pela zeladoria da cidade não ter um funcionamento adequado e com árvores sem poda, Filippi se defendeu e alegou que o adversário foi “oportunista” ao abordar o tema e mencionou que havia suspendido sua campanha para focar na crise. “Esse candidato oportunista tenta jogar a responsabilidade para mim”, afirmou.
A discussão se tornou pessoal quando Taka acusou Filippi de oportunismo. “O senhor foi ao velório de uma vítima do apagão para pedir voto. Isso é vergonhoso” acusou. O petista respondeu: “Fui prestar solidariedade, sempre fiz isso. Não fui pedir votos. Tinha provavelmente uma cabo eleitoral sua lá, que fez um escândalo e me provocou.”
Em meio a questões administrativas, o debate enveredou para acusações sobre ideologias e posicionamentos políticos. Taka afirmou que Filippi quer transformar a cidade em um “laboratório de ideologias” e o acusou de defender a legalização das drogas e o aborto. Filippi reagiu: “Essas afirmações já foram motivo de condenação judicial para ele, que não respeita nem a Justiça. Sempre defendi a vida”, afirmou o prefeito da cidade.
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.