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Em São Bernardo, procura por gerador tem alta de 1.000% após apagão

Falta de energia ocasionada por chuva eleva busca por equipamento em empresa locais

Nilton Valentim
14/10/2024 | 21:46
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FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A falta de energia após a tempestade de sexta-feira, que causou problemas em toda a Região Metropolitana, elevou em quase 1.000% – na comparação com a média dos demais fins de semana – o número de chamadas para os telefones da Tecnogera. A empresa, que tem sede em São Bernardo e lidera o segmento de energia temporária no País, recebeu cerca de 2.000 ligações de interessados em alugar em gerador. 

Um dos setores que mais procurou a empresa foi o de logística, incluindo galpões e centros de distribuição, principalmente os da chamada cadeia fria, que inclui os frigoríficos, e cujas mercadorias se estragam se não estiverem refrigeradas. Além do varejo, principalmente supermercados, e, desde domingo, as indústrias.

Presidente da Tecnogera, Arthur Lavieri classifica a ocorrência de sexta-feira como uma “catástrofe climática”, como outras que têm ocorrido nos últimos ano, “A gente tem visto que os eventos climáticos estão acontecendo cada vez mais frequentes e são mais intensos. Se você olhar o Brasil vai ver seca, onda de calor, como a que afetou o Rio de Janeiro e a Bahia nos últimos dois anos, enchentes no Rio Grande do Sul e agora essa ventania em São Paulo, que foi a mais forte desde 1995”, afirma o executivo.

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Por isso, ele destaca a necessidade de as empresas se planejarem para enfrentar o problema, com uma estrutura reserva (backup) para ser acionada em caso de emergência e com capacidade para manter a operação. Lavieri, inclusive, compara à contratação de um seguro, que. quando acionado, minimiza os prejuízos.

ESTRUTURA

A Tecnogera foi fundada em 2006, em São Bernardo, e possui 20 filiais espalhadas pelo Brasil. A empresa possui 600 funcionários e conta com uma cerca de 4.000 equipamentos. Em 2023 a firma obteve um faturamento de R$ 320 milhões, o que representou 45% de crescimento em relação a 2022. Para este ano, segundo Lavieri, a expectativa é que atinja R$ 650 milhões.




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