Partido fez parte da coligação que teve como candidato a prefeito o petista Luiz Fernando
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O Psol de São Bernardo defendeu o voto nulo no segundo turno das eleições, que será disputado pelo ex-vice-prefeito Marcelo Lima (Podemos) e pelo deputado federal Alex Manente (Cidadania). O partido fez parte da coligação que teve o deputado estadual Luiz Fernando Teixeira (PT) como candidato, que não chegou ao segundo turno do pleito, ficando no terceiro lugar.
Ao Diário, o presidente do Psol de São Bernardo, Anderson Dalécio, afirmou que ambos os candidatos não representam a luta do partido pela classe trabalhadora. “Decidimos apoiar Luiz Fernando no sentido de que Marcelo, Alex e Flávia (Morando, União Brasil) são a mesma coisa. Estamos nas ruas todos os dias. Lutamos ao lado da base. Sentimos junto com a população o que foram estes oito anos com Orlando Morando (PSDB) na Prefeitura e Alex Manente no Congresso. Não nos resta outra decisão a não ser orientar pelo voto nulo”, destacou Dalécio.
Em nota divulgada nesta sexta-feira, o partido reforçou o discurso utilizado durante a campanha eleitoral segundo o qual os dois candidatos que disputam o segundo turno “defendem a mesma política neoliberal responsável pelas privatizações, os desmontes dos direitos trabalhistas e previdenciários, bem como ambos ajudam a governar São Bernardo favorecendo os interesses de uma minoria de privilegiados”.
A diretoria do Psol enfatizou, no comunicado, o caráter autoritário e com elementos fascistas representados por setores das candidaturas de Marcelo Lima e Alex Manente, os quais confrontam o que o partido e a militância defenderam durante a campanha de Luiz Fernando, como a valorização dos servidores da educação, atendimento pleno na rede municipal de saúde, programas de incentivo à cultura, combate à violência contra as mulheres e a população LGBTQIA+, bem como a redução do déficit habitacional.
"Consideramos necessário não só defender nosso programa, como fazer campanha para mostrar a insatisfação dos trabalhadores diante deste resultado (das urnas) marcado por um derrame de irregularidades no próprio dia da eleição. Face a isso, defendemos e orientamos a todos e todas o voto nulo”, afirmou a direção psolista em nota.
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