Em Mauá Petista lidera com 45% dos votos válidos, frente ao unionista (35,5%); Mauá tem 98,27% das urnas apuradas
Fotos: Beatriz Mirelle/DGABC

A história se repete. O prefeito de Mauá, Marcelo Oliveira (PT), e o deputado estadual Atila Jacomussi (União Brasil) se enfrentarão no segundo turno pelo Executivo. Com 100% das urnas apuradas, o petista ficou com 45,13%, o que indica 93.374 votos válidos, enquanto o unionista somou 35,56% (73.558) – o cenário é semelhante de 2020.
Sargento Simões (PL) acumulou 10,20% (21.103 votos válidos). Em seguida, Zé Lourencini (PSDB) obteve 6,78% (14.032 votos), seguido, na laterna, por Amanda Bispo (UP), com 2,33% (4.815). Ao todo, foram 133.324 votos válidos. Os nulos chegaram a 9,12% (22.032) e os brancos, 5,25% (12.672), segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Na última eleição ao Paço, Marcelo Oliveira ganhou no segundo turno, com 50,7%, contra 49,26% de Atila (então no PSB).
O petista disputa a reeleição com o candidato a vice Juiz João (PSD). A dupla faz parte da coligação Verdade para Mauá avançar. Após o encerramento da contagem, Marcelo se manifestou pelas redes sociais. “Agora é reta final! Vamos juntos com muita força e determinação para a verdade vencer a mentira.”
O candidato aposta na parceria com o presidente Lula para atrair mais recursos para o município. Caso eleito, disse que “serão os melhores quatro anos da cidade de Mauá”. “O governo federal tem nos ajudado muito. É um companheiro de primeira hora. Basta ver os dois primeiros anos de mandato, anteriores ao do presidente Lula, que a gente não conseguia nada. Depois, avançamos muito. É um dia que marca a democracia do País. Quero continuar governando a cidade e fazendo as obras que a população tanto espera da gente”, disse durante a votação.
Apesar de aparecer nas urnas, Atila segue com a candidatura indeferida com recurso, já que os gastos da sua administração como chefe do Executivo, entre 2017 e 2020, foram reprovadas pela Câmara municipal e pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado).
Enquanto o pedido de recurso do deputado não for julgado por todos os desembargadores do TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo), a decisão de recusa do registro dele pela 339ª zona eleitoral de Mauá segue em vigor.
Quando estava à frente da Prefeitura, ele foi preso pela primeira vez em maio de 2018, investigado pela Operação Prato Feito, força-tarefa entre a PF (Polícia Federal) e a CGU (Controladoria Geral da União). A ação estava ligada ao desvio da compra de merenda escolar em São Paulo, Bahia, Paraná e Distrito Federal.
A segunda prisão ocorreu em dezembro do mesmo ano, motivada pela Operação Trato Feito. Ele era investigado por corrupção (ativa e passiva) e participação em organização criminosa. Ele ainda é réu em ação penal eleitoral no Fórum de Perdizes, na Capital, pelos crimes de corrupção passiva, fraude à licitação, chefiar organização criminosa e Caixa 2.
Agora, com Ivany Moura (PRD) como vice, Atila Jacomussi tenta retomar o comando do Executivo junto com a coligação De Volta Pro Povo: A Cidade Sorrindo de Novo!.
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