Política Titulo Acusação de machismo

Vereadores de São Bernardo interrompem ‘sessão coruja’

Câmara abriu trabalhos às 22h20 com intenção de analisar pedido de impeachment de Morando

04/10/2024 | 23:04
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Denis Maciel
Denis Maciel Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A ‘sessão coruja’ na Câmara de São Bernardo para votação da denúncia de impeachment contra o prefeito Orlando Morando (PSDB) teve início às 22h20 desta sexta-feira (4). Como de rotina, o presidente, Danilo Lima (Podemos), iniciou pontualmente acompanhado do hino nacional e o do município. Apesar de 25 dos 28 vereadores presentes, quorum suficiente para votação, os trabalhos foram suspensos por 30 minutos. Passado o tempo, mais um adiamento por igual período foi pedido.

Estão  na sessão Danilo Lima (Podemos), Jorge Araújo (União Brasil), Bispo João Batista (Republicanos), Dr. Manuel (PMB), Alex Mognon (PP), Ana Nice (PT), Dr. Eliezer Mendes (PL), Estevão Camolesi (Cidadania), Gordo da Adega (Podemos), Henrique Kabeça (PMB), Ivan Silva (PRTB), Joilson Santos (PRTB), Julinho Fuzari (Cidadania), Fran Silva (Avante), Lucas Ferreira (PL), Minami (Republicanos), Netinho Rodrigues (Podemos), Palhinha (Avante), Reginaldo Burguês (Agir), Pery Cartola (Cidadania), Maurício Cardozo (União Brasil), Glauco Braido (MDB), Toninho Tavares (Agir), Almir do Gás (PRD) e Aurélio (Podemos).

A presença dos vereadores já atinge o quórum para votação, que exige maioria simples, ou seja, 15 parlamentares presentes, por ser apenas um pedido para abertura do processo de impeachment. Caso aprovado, a Casa deve abrir uma Comissão Especial para iniciar o processo de investigação contra o prefeito Orlando Morando.

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O texto em apreciação no plenário foi enviado e protocolado na Casa na última segunda-feira por demanda popular em nome da moradora Fatima Damiana de Oliveira. A munícipe aponta “misoginia exercida enquanto forma de poder”, referente a um caso de 2021 em que o chefe do Paço chamou de “vaca” uma jovem que participou de uma festa clandestina às margens da Represa Billings, na região do Riacho Grande.

Na época, o tucano concedeu entrevista à rede de TV BandNews para falar da situação do município, que tinha 90% dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) ocupados por pacientes de Covid-19. Ele se exasperou ao ver no vídeo a imagem de jovem que participava da balada, interrompida pela GCM (Guarda Civil Municipal). “Dá uma olhada: tinha de dar um tanque de roupa suja para essa vaca lavar. Não (era) para ela estar aqui agora fazendo este tipo de evento, contaminando as pessoas.”

Na denúncia, a moradora alega que “o prefeito praticou conduta claramente incompatível com o decoro, grave infração político-administrativa, sujeita à pena de cassação do mandato”. “A declaração do prefeito demonstra que a misoginia foi exercida enquanto forma de poder e reforça a objetificação e o desrespeito às mulheres, com inequívoco preconceito e repúdio às mesmas, restando clara, portanto, a quebra de decoro do cargo no exercício de suas funções, diante do desrespeito aos padrões sociais contemporâneos de moralidade, ética e, especialmente, de igualdade de gênero”, diz. 




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