Stefânia Wludarski, titular da Pasta, apresentou balanço da Prefeitura referente ao 2º quadrimestre com 17 ‘slides’ em menos de dez minutos
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Stefânia Wludarski, secretária da Fazenda de São Caetano, prestou contas das finanças da Prefeitura referentes ao 2º quadrimestre (maio a agosto) de 2024. A audiência pública começou pontualmente às 18h de ontem na Câmara, o que é raro – nem mesmo sessões ordinárias começam no horário, pois sempre atrasam. Dez minutos depois, estava terminada.
Os trabalhos foram presididos pelo vereador Américo Scucuglia (PRD) – que, em breves palavras, tratou logo de abrir a apresentação da secretária. Em menos de dez minutos, a titular da Pasta, responsável pela administração dos cofres da Prefeitura, munida de 17 slides, fez suas considerações. Pontualmente às 18h10, após abrir a audiência para perguntas, diante de uma galeria esvaziada, com quatro ou cinco pessoas, Scucuglia encerrou os trabalhos e solicitou à secretária que fizesse sua fala final.
Dos 19 parlamentares da Casa, estavam presentes Scucuglia, que presidia a sessão, e o líder do governo do prefeito José Auricchio Júnior (PSD), Gilberto Costa (Progressistas). Neste momento, Bruna Biondi (PSol), que acabara de chegar, incrédula com a situação, ambientou-se, olhou para o relógio e, sem entender, perguntou àqueles que estavam no plenário se a apresentação havia acabado, ouvindo um murmúrio de que sim. Então, ela verbalizou o horário, “18h11”.
Temendo desgaste devido à realização de sessão relâmpago, Scucuglia retomou os trabalhos e autorizou a vereadora a fazer perguntas.
A parlamentar questionou Stefânia sobre se há previsão de implementação do vale-refeição para todos os servidores públicos, diante das recorrentes queixas em relação à qualidade das marmitas servidas. “Não recebi nada oficialmente de qualquer pleito dos servidores”, disse a secretária da Fazenda.
Stefânia lembrou na curta respostam que o assunto é tratado há anos pelo sindicato e nunca avançou. “Em 2022 quase conseguimos (disponibilizar o vale-alimentação), mas não avançou, pois há um impacto considerável de R$ 34 milhões por ano para atender os 5.600 servidores”, discorreu.
A secretária lembrou que se “perpetuou” a distribuição de marmitas “pelo custeio subsidiado”. Além disso, Stefânia disse que, neste ano, estudos chegaram a ser realizados para oferecer o benefício, mas que, “por questões da legislação eleitoral e orçamentárias”, o vale não poderia ser liberado em 2024.
Bruna chegou a perguntar para Stefânia sobre se existe controle de qualidade da alimentação dos servidores e lembrou que a mesma empresa fornecedora de marmitas é a responsável pelo restaurante popular municipal ‘Nosso Prato’.
“Esse contrato é gestão da Secretaria de Planejamento (...) Caso vocês, vereadores, identifiquem problemas, que isso seja formalmente encaminhado. Precisa ter a evidência para que o secretário e o gestor do contrato apliquem a penalidade contratual”, disse Stefânia.
Por fim, às 18h18, terminou a audiência pública.
GASTOS
Entre os balancetes apresentados pela secretária da Fazenda chama a atenção o de gasto com pessoal. Do total do orçamento projetado para 2024, de R$ 2,265 bilhões, R$ 1,050 bilhão foi destinado à quitação da folha de pagamentos.
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