Ação conjunta com o Sesc faz oficina neste sábado que identifica os cursos d’água do município
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O tecnólogo ambiental andreense Sandro Nicodemo, que se define como um “fluviartivista”, diz considerar que o primeiro passo para o cuidado e preservação dos recursos hídricos do Grande ABC é que a população saiba o nome dos próprios rios e córregos que percorrem a região. Por este motivo, neste sábado (28), em uma ação conjunta com o Sesc de Santo André (Rua Tamarutaca, 302, Vila Guiomar), o ambientalista promove uma oficina de grafite aberta ao público, das 14h às 16h.
A ação faz parte de um movimento maior que desde 2017 grafita pelas ruas de Santo André o nome de cada corpo hídrico que corre por debaixo dos asfaltos. Na época, de forma voluntária e com apoio da Prefeitura, o projeto Nome aos Rios - Grafite e Rios no ABCDMRR, reunia jovens para marcar muros próximos ao córrego Cassaquera.
“Aos poucos demos visibilidade (também) ao córrego Guarará. Isso somado às aulas de audiovisual. Depois, veio o grafite no córrego Beraldo e passamos de forma voluntária a multiplicar a mesma tipografia para outros córregos de Santo André”, explica Nicodemo, que junto ao filho Vinicius, 12 anos, continua à pé ou de bicicleta fazendo as demarcações artísticas pela cidade.
NA PRÁTICA
Para a oficina deste sábado, ele pretende expandir o impacto da ação ao percorrer com os participantes da palestra alguns dos principais pontos de mananciais do Grande ABC, durante 120 minutos.
As inscrições serão abertas no próprio Espaço de Tecnologias e Artes do evento, 30 minutos antes do começo da atividade, que também munirá os participantes com tinta para colocar os novos conhecimentos em prática.
“O reflexo dos nossos rios é o espelho de nós mesmos. O engraçado é que temos buscado água para consumo há quilômetros de distância, enquanto poluímos a água que passa próxima de nós”, reflete Nicodemo, que é o atual presidente do Coletivo NASA (Núcleo de Ações Socioculturais Ativista), de Santo André, que tem o objetivo de promover ações socioculturais e ambientais.
CANALIZAÇÕES
Segundo Nicodemo, estampar o nome dos rios e córregos regionais é, sobretudo, uma forma de chamar a atenção da sociedade e gestores em protesto contra as canalizações.
“Quando escolhemos retificar, tampar e sujar os córregos, mostramos que nossa cultura está adoecendo e que estamos cada vez mais nos afastando da natureza, da nossa essência. E a maioria dos nossos corpos hídricos está, infelizmente, doente, precisando de ajuda”, finaliza o “fluviartivista”.
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