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O ex-governador de São Paulo e atual ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), não descartou a possibilidade de estar nas urnas e disputar a cadeira de chefe do Palácio dos Bandeirantes, em 2026. “A decisão passa pelo governo. O presidente (Luiz Inácio) Lula (da Silva - PT) vai pensar no alto de sua experiência, e vai escolher o que for melhor para São Paulo”, declarou o ministro.
França evitou entrar em atrito com Tarcísio de Freitas (Republicanos). O governador, eleito na esteira bolsonarista, tem mantido relações amistosas com o governo federal. “Tenho a impressão que devemos ter uma posição aguerrida. O governador (Tarcísio) é de respeito, mas ele nunca foi apertado de verdade. Quem me conhece sabe como eu funciono no debate”, ponderou ao chamar o republicano para discutir São Paulo.
França assumiu o governo do Estado estado em 6 de abril 2018, quando Alckmin deixou o mandato para concorrer à Presidência da República e o entregou, em 1º de janeiro de 2019, para o sucessor eleito, João Doria (PSDB).
Geraldo Alckmin, atual vice-presidente e chefe da Nação em exercício – Lula está em Nova York, nos Estados Unidos, em agenda da ONU (Organização das Nações Unidas) – também foi questionado sobre o futuro e se tem aproveitado as agendas no Grande ABC para estreitar laços com lideranças políticas com vistas às eleições gerais em 2026, mas saiu pela tangente. Ele evitou antecipar qualquer cenário e limitou-se a dizer que “26 (referência ao ano de 2026) está muito longe”.
“Se dependesse de Mauá, Márcio França seria nosso senador por São Paulo”, defendeu o prefeito Marcelo Oliveira.
A reposta do presidente em exercício demonstrou sinais de que o governo não estaria preocupado com as movimentações políticas do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que recentemente esteve na região e começou a pavimentar apoios para uma provável candidatura à Presidência da República daqui a dois anos.
No Grande ABC, o mineiro, com interlocução de Renata Abreu, deputada federal e presidente nacional do Podemos, tem mantido conversas com os prefeituráveis Coronel Edison Sardano (Novo-Santo André), Fabio Palacio (Podemos-São Caetano), Flávia Morando (União Brasil-São Bernardo) e Marcio da Farmácia (Diadema).
Em reportagem publicada pelo Diário, no dia 16 de setembro, Zema admitiu estar no radar para compor um projeto maior. “Estarei trabalhando ativamente em 2026, tanto nesse projeto nacional como também para fazer um sucessor em Minas Gerais”, afirmou.
No desenho atual eleitoral, o Novo, com Zema na cabeça de chapa, poderá ter o Podemos, compondo na vice. Um nome podemista ainda não foi ventilado, mas Renata Abreu não descarta a possibilidade do partido caminhar junto com o governador mineiro. “Por quê não? O Novo tem muita afinidade conosco”, comentou a presidente.
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