Estudantes da Etec Júlio de Mesquita, liderados pela professora Suely Magini, farão mobilização amanhã no Parque Central de Santo André
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Alunos da Etec Júlio de Mesquita, de Santo André, vão promover neste domingo uma caminhada para dar visibilidade ao Dia Mundial Sem Carro, data internacional celebrada sempre no dia 22 de setembro, em diversas cidades ao redor do planeta, que tem como objetivo estimular a reflexão sobre o uso excessivo de veículos automotores. A ideia é que por pelo menos um dia as pessoas experimentem formas alternativas (e sustentáveis) de mobilidade.
A mobilização será no Parque Central de Santo André, às 10h, e os organizadores convidam todos que quiserem caminhar – ou pedalar – junto para que participem desse momento de sensibilização para a mobilidade urbana sustentável, inclusiva, segura e saudável.
Suely Magini, que é arquiteta e urbanista e professora da Etec (Escola Técnica Estadual) Júlio de Mesquita, afirma que precisamos começar a “plantar a semente da transformação”.
“A gente só vê o terceiro setor fazendo isso no Brasil (<CF51>chamar a atenção para o tema</CF>). A Etec Júlio de Mesquita foi pioneira de fazer a semana de mobilidade urbana. No dia 22, vamos encerrar a programação com a pedalada e caminhada no Parque Central. Vamos fazer um circuito para celebrar o Dia Mundial Sem Carro. Vão participar professores, alunos e membros da comunidade”, diz Suely.
“Santo André ainda não tem uma estrutura que permita que a gente circule só de bicicleta, de patinete, de skate e em outros modais sustentáveis. Essa primeira campanha foi para sensibilizar a população da importância desse tema que é discutido no mundo inteiro”, continua.
PALESTRAS
Durante a semana, a escola promoveu uma série de palestras, inclusive com representantes do Detran (Departamento estadual de Trânsito), arquitetos da Secretaria da Mobilidade Urbana da Prefeitura de Santo André e engenheiros de tráfego.
“Mobilidade é um tema que atinge todos nós, é uma questão de saúde pública. No Brasil, a gente não tem um transporte público de qualidade. Uma pessoa que mora na periferia, para alcançar uma Etec, por exemplo, uma autarquia do governo, às vezes leva uma hora e meia para chegar”, reflete. <EM>
“Não temos muitas linhas de ônibus. Queríamos que o jovem tivesse uma mobilidade ativa, fosse pra escola de bicicleta. Isso comprovadamente ajuda nas saúdes mental e física, contribui a longo prazo para ter mais fortalecimento muscular e uma vida mais independente. Também ajuda a reduzir o número de carros. Você tem menos emissão de CO2 nos centros urbanos e trabalha sustentabilidade e saúde ao mesmo tempo que a mobilidade”, finaliza.
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