Pesquisa mostra crescimento do petista, enquanto unionista oscilou dentro da margem de erro
ouça este conteúdo
|
readme
|
A 16 dias do 1º turno das eleições municipais, o prefeito de Mauá e candidato à reeleição, Marcelo Oliveira (PT), encostou no deputado estadual e ex-chefe do Paço Atila Jacomussi (União Brasil) na disputa pelo Executivo mauaense, segundo levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas a pedido do Diário. O petista soma 37,6% das intenções de voto, 6,3 pontos percentuais acima do apurado na pesquisa realizada no início de julho (31,3%). O unionista, por sua vez, oscilou positivamente de 36,9% para 38,3% das menções – dentro da margem de erro do levantamento, de 3,8 pontos porcentuais. Assim, ambos estariam no 2º turno se o pleito fosse hoje.
O cenário estimulado, no qual o pesquisador apresenta ao eleitor um disco com nomes de todos os concorrentes, traz ainda o vereador Sargento Simões (PL) e o empresário Zé Lourencini (PSDB) empatados com 4,7% das menções cada. O liberal caiu 5,2 pontos porcentuais ante o apurado em julho (9,9%) e o tucano oscilou negativamente 0,4 ponto na mesma comparação, dentro da margem de erro. A metalúrgica Amanda Bispo (UP), que figura pela primeira vez na pesquisa, tem 3,9%. Disseram que não escolheriam nenhum, optariam pelo branco ou anulariam 6,6% dos entrevistados. Outros 4,3% disseram não saber ou não responderam.
Como a margem de erro é de 3,8 pontos percentuais, Atila e Marcelo estão tecnicamente empatados na primeira posição. Configura-se ainda um triplo empate técnico no terceiro lugar, uma vez que a diferença entre Simões e Lourencini, ambos em 3º, e Amanda, 5ª, é de apenas 0,8 ponto percentual.
Observa-se assim a repetição da polarização registrada em 2020, quando Atila e Marcelo chegaram ao 2º turno e o petista impediu a reeleição do adversário, ao levar a melhor com 50,7% dos votos válidos, contra 49,3% do unionista.
A candidatura de Atila segue indeferida. Na segunda-feira, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) concedeu efeito suspensivo à rejeição, pela Câmara, das quatro contas da gestão de Atila como prefeito, de 2017 a 2020 – o que abriria caminho para a validação do registro. Porém, ontem, o mesmo STJ reconsiderou a decisão, atendendo a um pedido de reexame do Legislativo.
Na pesquisa espontânea, na qual o agente se limita a questionar o eleitor sobre em quem votaria se o pleito fosse hoje, mas não apresenta nomes, Atila tem 28,7%, contra 25% do petista. Na sequência aparecem Amanda e Zé Lourencini, ambos com 2,1%, e Sargento Simões, com 1,7%. Outros somaram 0,6%. Brancos, nulos ou eleitores que disseram não votar em nenhum somaram 5,4%. Não souberam ou não quiseram responder 34,3%.
O instituto também perguntou aos eleitores em qual candidato não votariam de jeito nenhum. Atila aparece na frente, com 30,6%. Marcelo vem em segundo, com 29%. Zé Lourencini tem 16,6%, Sargento Simões soma 16,4% e Amanda, 13,9%. Poderiam votar em todos eles 4,6% dos entrevistados. Não souberam ou não quiseram responder 7,7%. O instituto ouviu 700 eleitores. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob código SP-05280/2024.
Aprovação à administração petista cresce e chega a 59,9%
Melhorou a avaliação do governo do prefeito de Mauá, Marcelo Oliveira (PT). A pouco mais de três meses do fim da administração do petista, a aprovação aumentou fora da margem de erro, segundo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas contratado pelo Diário com dados coletados entre segunda-feira e ontem.
Segundo o instituto, 59,9% dos eleitores aprovam a gestão Marcelo Oliveira, ante 50,1% no levantamento realizado em julho. Na prática, significa que, de cada dez eleitores, seis aprovam o governo petista. A reprovação, por sua vez, caiu de 45,6% para 36,1% na mesma comparação. Não souberam ou não opinaram 4,0%, contra 4,3% em julho. A margem de erro é de 3,8 pontos percentuais para cima ou para baixo.
Ao refinar a consulta, o instituto descobriu que 41,8% dos eleitores consultados avaliam como boa ou ótima a gestão do petista, ante 36,7% em julho. Outros 29,1% a consideram regular, 0,4 ponto percentual acima do verificado há dois meses (28,7%). No lado negativo, 27,3% disseram que o governo é ruim ou péssimo, contra 33% observados em julho. Não souberam ou não opinaram 1,7%, contra 1,6% no levantamento anterior.
As maiores taxas de aprovação ao governo petista no eleitorado mauaense encontram-se entre homens (64,3%), eleitores com 16 a 24 anos (62,7%) e com ensinos fundamental e superior (60,2%).
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.