Em sessão ordinária Apenas três vereadores votaram a favor da cassação do tucano
Natasha Werneck/DGABC

A Câmara de São Bernardo rejeitou nesta quarta-feira o sétimo pedido de impeachment contra o prefeito Orlando Morando (PSDB). Apenas três vereadores votaram a favor de abrir um processo investigativo contra o chefe do Executivo e outros 21 foram contra a apuração.
Votaram a favor de dar prosseguimento à denúncia contra Orlando Morando: Ana Nice (PT), Glauco Braido (MDB) e Getúlio do Amarelinho (PT). No sentido contrário, posicionaram-se contra o pedido: Alex Mognon (PP), Estevão Camolesi (Cidadania), Ivan Silva (PRTB), Julinho Fuzari (Cidadania), Minami (Republicanos), Paulo Eduardo (PL), Toninho Tavares (Agir), Aurélio (Podemos), Dr. Eliezer Mendes (PL), Fran Silva (Avante), Gordo da Adega (Podemos), Joilson Santos (PRTB), Lucas Ferreira (PL), Netinho Rodrigues (Podemos), Pery Cartola (Cidadania), Bispo João Batista (Republicanos), Henrique Kabeça (PMB), Jorge Araújo (União Brasil), Maurício Cardozo (UB), Palhinha (Avante) e Reginaldo Burguês (Agir).
Não votaram: Danilo Lima (Podemos), Almir do Gás (PRD), Ana do Carmo (PT) e Dr. Manuel (PMB).
Ao Diário, Glauco Braido afirmou que parlamentares da base de Morando na Casa avaliaram que a proximidade das eleições pode ter motivado o pedido de impeachment. “Alguns acharam que (o pedido) pode ter cunho eleitoral”, afirmou, alegando que deveria ter sido aberta a investigação. “Vejo que, se há dúvida sobre alguma coisa, primeiro tem de abrir (o processo) para investigar e, depois, a gente tem uma ideia melhor do que aconteceu”, completou.
VENDA DE IMÓVEIS
O pedido de impeachment foi protocolado por meio de ação popular em nome do morador José Arnaldo da Silva contra o tucano. O documento alega que as “atitudes de vender, incessantemente, diversos bens públicos, prejudicando servidores, suas atividades cotidianas e, por consequência, os próprios munícipes caracteriza postura ilícita, que atenta contra a preservação do patrimônio público”.
O documento cita a venda, no ano passado – por R$ 81,7 milhões, à Construtora Patriani –, da antiga sede da Secretaria de Educação, situada no bairro Nova Petrópolis, e menciona o leilão público, iniciado neste mês, para a venda de terreno da Secretaria de Finanças, da sala de licitações e do SBCPrev, Instituto de Previdência do Funcionalismo Público, localizado entre as avenidas Kennedy e Senador Vergueiro.
“A área, dividida em quatro lotes, possui aproximadamente 32 mil metros quadrados e está sendo leiloada por R$ 159,9 milhões”, diz o texto.
Conforme noticiado pelo Diário anteriormente, o prefeito pretende realocar os funcionários da Secretaria de Finanças na antiga Biblioteca Manoel Bandeira, localizada ao lado do Crec (Centro Recreativo, Esportivo e Cultural) Deputado Odemir Furlan, conhecido como Baetinha.
Vale salientar ainda que todas as propostas de venda de imóveis da Prefeitura citadas no pedido de impeachment constam de um pacote de 23 áreas que foi enviado pelo Executivo para apreciação na Câmara e aprovado pela maioria dos vereadores em outubro do ano passado.
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