Candidato ao Paço de S.Bernardo planeja dialogar com Morando para lançar edital que reformula sistema ainda em 2024, caso vença o pleito
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Candidato à Prefeitura de São Bernardo, Marcelo Lima (Podemos) quer iniciar a implantação do cartão de saúde São Bernardo já na transição de governo. Em entrevista concedida ontem ao Diário, o postulante afirmou que, se eleito em outubro, vai solicitar ao prefeito Orlando Morando (PSDB) o lançamento do edital para agilizar o processo licitatório de criação do novo sistema de atendimento municipal.
“Nós queremos assumir em janeiro e já fazer um choque de gestão. A saúde de São Bernardo está problemática e não vejo por que o prefeito não aceitaria adiantar um processo que vai beneficiar a população. Então, a ideia é pedir para que a Prefeitura lance o edital antes do fim do mandato atual para que a gente dê seguimento na licitação com mais agilidade. A gente quer evitar a burocracia licitatória neste caso”, declarou o prefeiturável do Podemos.
O cartão saúde de São Bernardo é um dos carros-chefes da campanha de Marcelo Lima, que nos dois últimos pleitos foi eleito vice-prefeito de Morando, com quem está rompido politicamente. O objetivo, segundo o candidato, é priorizar os atendimentos das UBS (Unidades Básicas de Saúde) para os moradores de São Bernardo.
“O que acontece hoje é que temos pacientes de outras cidades. Não estou falando que eles não podem ser atendidos em São Bernardo, mas temos que dar prioridade para os moradores da cidade. O cartão vai representar um sistema tecnológico que vai detectar os dados do munícipe através dos documentos que ele já apresenta hoje. E assim todos os moradores de São Bernardo poderão fazer o cadastro e terão prioridade no atendimento. Com isso, reduziremos o número de atendimentos, o que vai gerar economia. Esses recursos serão usados para montar um corujão com 24 horas de exames, consultas e cirurgias”, prosseguiu o candidato.
Marcelo Lima avalia que a atual gestão da Saúde – sob responsabilidade do secretário Geraldo Reple Sobrinho – enfrenta dificuldades. “Tenho humildade de reconhecer que vou herdar uma demanda represada. Temos uma rede grande, muitos equipamentos e todos muito bons. A estrutura é ótima, mas o problema é a gestão em meio a esse alto número de pacientes que residem em outras cidades. Com o cartão e o corujão vamos fazer um choque de gestão e conseguir organizar a Saúde de São Bernardo. Em seis meses conseguiremos colocar a cidade em ordem”, prosseguiu o candidato.
O prefeiturável entende que a administração “perdeu a mão” na área da Saúde depois da pandemia de Covid-19, que levou moradores de outros municípios à rede são-bernardense, sobrecarregando-a. “Um morador de outra cidade, de posse de um comprovante de endereço, consegue em 20 minutos a carteirinha da UBS (Unidade Básica de Saúde). Faltou fiscalização e tecnologia”, disse, defendendo também a contratação de mais médicos e a melhora nos salários dos servidores da Pasta.
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