500kg recolhidos
FOTO: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

Uma vistoria de equipes da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo retirou aproximadamente 500kg de peixes mortos da Represa Billings na última quinta-feira (11). A suspeita de especialistas é que, próximo ao Parque Estoril e a um ponto de captação da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), ocorra um processo conhecido como 'floração de algas'.
O Diário noticiou na última segunda (9) que, apesar do cenário, a companhia de abastecimento garantia normalidade na operação. Ainda na quinta, com a extração dos corpos já em estado de decomposição, a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) coletou mais amostras de qualidade da água e prometeu divulgar o resultado das análises nas próximas semanas.
O apontamento preliminar, entretanto, indica 'floração de algas' causada pelas recentes condições climáticas (de altas temperaturas nos últimos dias) e baixa vazão dos reservatórios conectados (sendo 26% a menos só no regional Sistema Rio Grande).
O FENÔMENO
Segundo explicação no próprio site da Cetesb, a "floração é um crescimento excessivo de algas no qual se pode observar alterações da água em manchas de cor vermelha, marrom ou azul-esverdeada". O conteúdo indica o organismo como um vegetal importante para a base da cadeia alimentar local, que transforma a energia solar em matéria orgânica.
"Algumas espécies de algas microscópicas produzem toxinas que causam riscos à saúde humana e ambiental, como: danos ao sistema neurológico ou ao fígado, gastroenterites, doenças respiratórias, alergias, irritação da pele e olhos. Podem ainda provocar mortandades de peixes e outros organismos", finaliza o material.
EM XEQUE
Prestes a completar 100 anos em 2025, a Billings é um reservatório importante não apenas pelo abastecimento regional, mas pela biodiversidade e seu potencial turístico para pesca, alimentação e diversão.
Criado para a produção de energia elétrica à Capital, o manancial recebe ainda em caráter emergencial o despejo de água sem tratamento do Rio Pinheiros quando ocorrem enchentes em São Paulo.
Em paralelo à morte dos peixes no Grande ABC, na terça (8), o Rio Pinheiros também foi tomado por uma coloração esverdeada. Ainda na mesma data em que as carcaças foram retiradas (11), o Governo do Estado finalizou o bombeamento de litros de água rio para um canal superior a fim de intermediar a qualidade.
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