Candidatos concordam com a decisão da Justiça de barrar o ex-prefeito; motivo é a rejeição das contas nos quatro anos da gestão do unionista
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Adversários do deputado estadual e postulante do União Brasil à Prefeitura de Mauá, Atila Jacomussi, comemoraram a impugnação da candidatura do unionista. Na quarta-feira, a Justiça acatou pedido do MPE (Ministério Público Eleitoral) e da coligação Verdade Para Mauá Avançar (PT, PSD, PV, PCdoB, PSB, Rede, Psol, PDT, MDB e Podemos) e barrou o registro de Atila. A rejeição das contas nos quatro anos em que o prefeiturável comandou o Executivo mauaense, entre 2017 e 2020, embasou a decisão da 217ª Zona Eleitoral.
Em entrevista ao Diário, o prefeito de Mauá e candidato à reeleição, Marcelo Oliveira (PT), criticou a declaração de Atila publicada na edição de ontem do jornal. O unionista disse que a decisão da Justiça Eleitoral estava “contaminada” por ações do petista. “O candidato impugnado está acostumado a espalhar fake news”, disse. “Quando é confrontado com os fatos, não consegue responder com honestidade. A sentença judicial que cassou sua candidatura não trouxe nenhuma novidade. Ele teve todas as contas rejeitadas pelo TCE, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, e pela Câmara porque não investiu corretamente o dinheiro público”, declarou.
Zé Lourencini (PSDB) expressou otimismo em relação à campanha após a decisão judicial desfavorável ao rival. “Como candidato ficha limpa, estou focado em apresentar minhas propostas para Saúde, educação, segurança e transporte em toda a cidade. Embora Atila possa recorrer, qualquer tentativa de reverter a decisão será obtida por meio de liminar. Já vimos essa história: o candidato consegue uma liminar, mas, no dia da eleição, os votos são zerados na urna e o eleitor perde seu voto. Confio que a Justiça tomará as decisões corretas.” O tucano se disse “otimista” após receber a notícia. “Iremos para o segundo turno, principalmente agora com a saída do ex-prefeito”, garantiu.
Sargento Simões (PL) ressaltou que a decisão judicial é resultado de erros cometidos por Atila. “Entendo que a justiça deve ser feita, mas o que a Justiça decidir para mim não muda nada, porque eu serei candidato do mesmo jeito. É óbvio que, se ele não for candidato, muitos votos dele acabam migrando para mim, pois na verdade sou a verdadeira oposição ao PT. Particularmente, acho que é muito difícil reverter a decisão da Justiça.” O vereador disse que não comemora a decisão porque “não deseja o mal a ninguém”, mas que Atila “está colhendo os frutos do que plantou”.
CORRUPÇÃO
A candidata Amanda Bispo destacou a necessidade de justiça. “Mauá não pode ser governada por ninguém que tenha condenações por desvio de dinheiro. O que Mauá precisa é de ser governada pelos trabalhadores e pelas mulheres. Precisa que aqueles que vivem os problemas na pele decidam sobre o futuro da cidade, porque nem fascista nem corrupto serve para governar Mauá.”
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