Charge O deputado estadual Atila Jacomussi (União Brasil) teve o registro de candidatura a prefeito de Mauá impugnado pela Justiça Eleitoral nesta terça-feira (3). O pedido para o indeferimento partiu do MPE (Ministério Público Eleitoral) e da coligação Verdade Para Mauá Avançar (PT, PSD, PV, PCdoB, PSB, Rede, Psol, PDT, MDB e Podemos). A rejeição das contas nos quatro anos em que o parlamentar exerceu o comando do Executivo mauaense, entre 2017 e 2020, embasaram a decisão da 217ª Zona Eleitoral. O pleiteante afirmou que já esperava pela decisão e se disse “tranquilo”. Recurso será apresentado no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) para tentar reverter a decisão.
"Quanto à gestão fiscal da Prefeitura de Mauá, especialmente nos exercícios de 2017 e 2018, pelos pareceres emitidos pelo Tribunal de Contas, é possível verificar um grande desequilíbrio orçamentário e financeiro (...). Em ambos os exercícios (...), em pedido de reexame, o TCE salientou a gravidade da situação, considerando a emissão de diversos alertas pelo TCE ao Poder Executivo sobre o descompasso entre receitas e despesas, sem que fossem tomadas providências para equilibrar a gestão fiscal", observou o magistrado Ivo Roveri Neto, que acolheu parcialmente as alegações da Promotoria. O juiz desconsiderou a acusação de crime de responsabilidade, que custou o mandato de prefeito a Atila, cassado pela Câmara em 18 de abril de 2019 - o então chefe do Executivo reverteu a decisão e anulou o processo de impeachment no Poder Judiciário.
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