Morador de Santo André e professor em Rio Grande da Serra, Vinícius Canhoto dá dicas para os participantes do concurso do ‘Diário’
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Um dos maiores perigos na produção de textos é a falta de revisão, segundo Vinícius Canhoto, escritor, morador de Santo André e professor de língua portuguesa na Etec (Escola Técnica Estadual) de Rio Grande da Serra. Para motivar alunos, professores e moradores do Grande ABC a participarem do 18º Desafio de Redação, promovido pelo Diário, o docente dá dicas para evitar deslizes em pontos decisivos na dissertação, como grafia, gramática, coesão e coerência.
“Todo texto pode e deve ser aperfeiçoado. Por não relê-lo, erros comuns e simples passam batido, mas poderiam ser rapidamente corrigidos.”
JAMAIS ‘NÓS VAI’
“Às vezes o aluno não repara que o núcleo do sujeito está no singular e escreve o restante da frase no plural”, diz ele, relembrando que o sujeito é o elemento que executa ou sofre a ação do verbo – e que deve concordar com ele.
Reler o texto em tom audível (ou mentalmente) ajuda a identificar estranhezas e expressões incorretas. “Sem revisão, pode haver contradições internas na linha argumentativa entre um parágrafo e outro. Isto desconta pontos, já que o escritor não consegue resolver a problemática proposta pelo tema do Desafio”, alerta.
De acordo com Canhoto, quem lê livros e, principalmente, treina a escrita, tende ter melhor desempenho. “A escrita deveria ser entendida na sociedade como ferramenta para organizar justamente o próprio pensamento. Pedir para ser lido e comentado por amigos previamente é uma excelente forma de exercitar isso.”
RASCUNHOS
Canhoto enfatiza a internet como companheira de preparação. Entretanto, na hora da prova, ele acredita que a tecnologia precisa dar lugar à autonomia. Sem corretores automáticos, a recomendação do especialista é escrever um rascunho.
“Embora quem redija não perceba, a ação de passar a limpo já é um ato de revisão. Costumo dizer aos alunos que escrita e revisão se assemelham às atividades físicas: no começo é difícil e cansativo, mas com o tempo há um condicionamento. O empenho precede qualquer boa sorte que eu desejasse para quem vai participar do Desafio”, brinca.
Neste ano, alunos, professores e membros da comunidade interessados em concorrer no maior concurso literário da região deverão escrever sobre “O impacto da Inteligência Artificial na vida real”. As inscrições vão até 30 de setembro e devem ser feitas no portal (www.dgabc.com.br/desafioredacao).
Entre os prêmios, haverá dois intercâmbios para Londres, além de 15 bolsas universitárias no Centro Universitário FSA (Fundação Santo André), 21 Alexas, quatro celulares e três notebooks.
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