Em São Bernardo Expectativa da distribuidora é aumentar a resiliência do sistema em eventos climáticos
FOTO: Divulgação

Em busca de melhorar a qualidade dos serviços, após crise recente envolvendo apagões, demora excessiva no restabelecimento de energia, multas e processos disciplinares, a Enel Distribuição São Paulo anunciou nesta quarta-feira um plano de modernização de suas redes aéreas de distribuição, que visa aumentar a flexibilidade e a resiliência do sistema, principalmente durante eventos climáticos.
Uma das ações é o Projeto Resiliência de Rede, que conta com investimentos de aproximadamente R$ 36 milhões e está sendo executado, inicialmente, em três bairros, incluindo um no Grande ABC: Alvarenga (São Bernardo), Alto de Pinheiros (São Paulo) e Parque dos Príncipes (Osasco).
De acordo com a companhia, na região do Alvarenga, cerca de 25 mil clientes serão beneficiados – as áreas foram escolhida “por serem amostras que representam bem a diversidade de características de rede encontrada na área de concessão da Enel”, disse a companhia. A partir dos resultados, a iniciativa pode ser ampliada para outras regiões.
O projeto prevê a intensificação de ações de automação do sistema. A empresa explica que serão instalados novos religadores (que funcionariam como espécies de disjuntores) e equipamentos de telecontrole – o que representará um aumento de 63% desses dispositivos nas áreas do projeto.
“Esses dispositivos permitem o gerenciamento remoto da rede a partir dos centros de operação, resolvendo desarmes momentâneos da rede de distribuição e restringindo as falhas permanentes a um menor grupo possível de clientes”, afirma o presidente da Enel Distribuição São Paulo, Guilherme Lencastre.
De acordo com a companhia, cada telecontrole atende hoje a grupos de 770 clientes nesses bairros. Com as novas instalações, cada equipamento passará a atender a cerca de 470 clientes, o que representaria um ganho de eficiência para o sistema.
A iniciativa também inclui a instalação, até dezembro, de novas interligações entre os circuitos e componentes de rede aérea protegida e isolada, em que os condutores são revestidos com camadas adicionais de proteção. A distribuidora promete fazer a substituição de 60,2 km de cabos por esses modelos compactos, mais resistentes ao impacto da vegetação.
O objetivo é reduzir o tempo médio de atendimento aos clientes nos trechos beneficiados. “A resiliência da rede permite que as áreas afetadas sejam realimentadas remotamente, reduzindo o impacto em condições climáticas adversas e aprimorando os nossos serviços”, afirma Lencastre.
MULTA
A Enel foi multada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) em R$ 165,8 milhões por um apagão na Região Metropolitana ocorrido em novembro de 2023. Em alguns pontos, o religamento demorou até uma semana para ocorrer. Na ocasião, 556.621 residências no Grande ABC ficaram sem energia.
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