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Reportagem publicada na edição de ontem deste Diário informava que a direção do São Caetano, um dos times de futebol mais tradicionais do Grande ABC, entrou com pedido de recuperação judicial para impedir que dívidas da ordem de R$ 73 milhões levem o clube à falência. É triste ver que o outrora glorioso Azulão, que há duas décadas encantou esportistas brasileiros e internacionais, atravessa o momento mais sombrio de sua história. Após alcançar a façanha de ser vice-campeão da Copa Libertadores da América em 2002, a equipe hoje se encontra em cenário devastador. O declínio é também reflexo de administração municipal que falhou em preservar um dos maiores símbolos da cidade.
O esfacelamento do São Caetano não pode ser desvinculado da gestão de José Auricchio Júnior (PSD), que esteve à frente da Prefeitura em quatro mandatos desde o início dos anos 2000. Sob seu comando, a cidade viu um distanciamento progressivo do poder público em relação ao clube, que sempre foi motivo de orgulho para os moradores. A falta de apoio institucional, essencial para manter viva a chama do futebol local, contribuiu para o agravamento de uma crise que parece não ter fim. O abandono, por parte do Executivo, de equipe que já representou a identidade de São Caetano além das fronteiras nacionais é mancha indelével na administração do chefe do Executivo.
Com o término do mandato de Auricchio Júnior, marcado para 31 de dezembro, surge a oportunidade de virar a página deste período de descaso. Espera-se que as novas lideranças políticas – representadas pelos prefeituráveis Fabio Palacio (Podemos) e Tite Campanella (PL), para ficar nas duas mais evidentes – assumam a responsabilidade de reconstruir a relação entre Prefeitura e clube, resgatando não apenas o futebol de São Caetano, mas também o espírito de união que o time sempre simbolizou para a comunidade. O futuro do Azulão dependerá de mudança de postura que coloque o esporte novamente como prioridade para o desenvolvimento social e cultural da cidade.
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