Um casal se aproximou da terapeuta quando ela se preparava para sair com seu carro, estacionado na rua Rio de Janeiro. Testemunhas que presenciaram a abordagem, mas não quiseram se identificar por temer represálias, disseram que Priscila foi baleada sem nem sequer esboçar reação. O tiro atingiu a cabeça da terapeuta. Socorrida por homens do Corpo de Bombeiros, ela foi internada em estado grave no Hospital Beneficência Portuguesa, em São Caetano.
Vontade – “Quando soubemos de seu estado de saúde, questionamos os médicos que estavam cuidando da Priscila sobre a possibilidade de doar seus órgãos e tecidos. Ela era muito esclarecida sobre esse assunto, essa era uma vontade que ela tinha há muito tempo (a doação de órgãos) e sempre a deixou muito clara para nós”, disse a professora de educação física Clarice, 22 anos, irmã da terapeuta assassinada.
Antes de tomar qualquer providência junto aos médicos, Clarice afirmou que a família ainda não havia sido consultada sobre a possibilidade de doar os órgãos e tecidos de Priscila. “Foi tudo muito rápido. Não sei se eles (os médicos) iriam nos consultar. Tomamos a iniciativa por saber da vontade dela (Priscila) de fazer a doação”, afirmou Clarice.
Os familiares da terapeuta autorizaram a doação de seu coração, além das córneas, rins, fígado e pâncreas. O ato pode ter beneficiado até sete pessoas que aguardavam na fila de espera por um transplante.
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