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Doação vem no rastro da violência

12/07/2003 | 17:41
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A violência urbana é uma das principais geradoras de potenciais doadores de órgãos e tecidos. Há menos de um mês a terapeuta ocupacional Priscila Mayumi Fuzihara, 23 anos, foi assassinada em São Caetano. O crime aconteceu à noite, por volta das 21h, na rua Rio de Janeiro, no bairro Oswaldo Cruz.

Um casal se aproximou da terapeuta quando ela se preparava para sair com seu carro, estacionado na rua Rio de Janeiro. Testemunhas que presenciaram a abordagem, mas não quiseram se identificar por temer represálias, disseram que Priscila foi baleada sem nem sequer esboçar reação. O tiro atingiu a cabeça da terapeuta. Socorrida por homens do Corpo de Bombeiros, ela foi internada em estado grave no Hospital Beneficência Portuguesa, em São Caetano.

Vontade – “Quando soubemos de seu estado de saúde, questionamos os médicos que estavam cuidando da Priscila sobre a possibilidade de doar seus órgãos e tecidos. Ela era muito esclarecida sobre esse assunto, essa era uma vontade que ela tinha há muito tempo (a doação de órgãos) e sempre a deixou muito clara para nós”, disse a professora de educação física Clarice, 22 anos, irmã da terapeuta assassinada.

Antes de tomar qualquer providência junto aos médicos, Clarice afirmou que a família ainda não havia sido consultada sobre a possibilidade de doar os órgãos e tecidos de Priscila. “Foi tudo muito rápido. Não sei se eles (os médicos) iriam nos consultar. Tomamos a iniciativa por saber da vontade dela (Priscila) de fazer a doação”, afirmou Clarice.

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Os familiares da terapeuta autorizaram a doação de seu coração, além das córneas, rins, fígado e pâncreas. O ato pode ter beneficiado até sete pessoas que aguardavam na fila de espera por um transplante.




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