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Febre oropouche é tema de capacitação em Sto.André

Profissionais da saúde da cidade receberam informações sobre doença, fluxos e protocolos

14/08/2024 | 10:12
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FOTO: Dérek Bittencourt/PMSA
FOTO: Dérek Bittencourt/PMSA Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O aumento de casos de febre oropouche em 2024, com relação ao ano anterior, colocou o Brasil em alerta. Somente nestes oito meses, já foram identificados quase 7,5 mil diagnósticos da doença, número 800% maior em relação a todo o ano de 2023 (831 casos). 

Os cinco primeiros casos no Estado de São Paulo foram registrados no início de agosto, no Vale do Ribeira, e com essa proximidade, a Prefeitura de Santo André, por meio do Departamento de Vigilância à Saúde da Secretaria de Saúde, promoveu uma capacitação sobre o tema para os profissionais da rede.

Se até ano passado essa arborvirose era praticamente exclusiva da Região Norte do País, em 2024 se espalhou a todo o território nacional e recentemente provocou as duas primeiras mortes registradas em todo o mundo. Para justificar essa ampliação, especialistas dão conta de que o vírus sofreu mutações, ganhando capacidade de replicar-se. E apesar dos sintomas similares à dengue ou chikungunya, a febre oropouche ainda é desconhecida pela maioria das pessoas.

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A capacitação promovida pelo Departamento de Vigilância e Saúde de Santo André aconteceu de forma on-line para profissionais das redes de urgência/emergência, atenção hospitalar (pública e privada) e atenção primária. Além das orientações, o setor disponibilizou material de apoio digital com link de acesso contendo informações da doença, fluxos e protocolos estabelecidos.

Os principais sintomas da febre oropouche são febre súbita, cefaleia, mialgia, artralgia, tontura, dor retro ocular, calafrios, fotofobia, náuseas e vômitos. Mas, diferentemente da dengue, que é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o vetor do Oropouche é o Culicoides paraenses, mosquito-pólvora picador ou maruim, inseto bem pequeno, de um a três milímetros.

Além da capacitação da rede de saúde, Santo André continua realizando constantemente o trabalho de combate a vetores através de visitações casa a casa e de ações educativas junto à população. 

Para acompanhar os casos no Brasil, o Ministério da Saúde está coordenando uma Sala Nacional de Arboviroses em operação contínua. Recentemente, a Pasta divulgou uma nota técnica com recomendações sobre medidas de prevenção e orientações para que estados e municípios intensifiquem a vigilância da transmissão do vírus.




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