Oposição em São Caetano repercute convocação de Minéa Fratelli e Regina Maura para esclarecimentos sobre fim da instituição
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A sessão de ontem da Câmara de São Caetano foi marcada por repercussão dos depoimentos de Minéa Paschoaleto Fratelli, secretária de Educação, da Regina Maura Zetone, ex-secretária de Saúde e candidata a vice-prefeita pelo PSD, à 1ª Vara Criminal da Infância e Juventude, sobre o fim das atividades na Fumas (Fundação Municipal Anne Sullivan). “Processo atropelado”, criticou Bruna Biondi (Psol) sobre a falta de assistência às crianças e adolescentes com deficiência intelectual. Edison Parra (Podemos) destacou que o fechamento da instituição foi “maldade” com famílias e assistidos.
Por outro lado, o vereador e líder do governo José Auricchio Júnior (PSD) no Legislativo, Gilberto Costa (Progressistas), considerou “normal” a dupla ser convocada dar explicações à Justiça ou ao Ministério Público.
Regina Maura Zetone, intimada a prestar esclarecimentos, foi evasiva em suas respostas diante do juiz Eduardo Rezende de Melo. Ainda lotada no primeiro escalão, Minéa recusou-se a falar sobre o encerramento das atividades. “Não vamos discutir o fechamento do Anne Sullivan”, declarou.
Parra, em seu tempo de fala na tribuna, destacou que o prefeito, além de suspender as atividades na instituição, “teve a ousadia de mandar (para o Legislativo) projeto para fechar o Anne Sullivan”. “A Câmara fez seu papel e eu o meu, fui contra. Agora o caso é da Justiça”, disse.
O oposicionista disse se tratar de “maldade” praticada por Auricchio e secretárias ao darem fim às atividades educacionais e terapêuticas.
O vereador ainda destacou “prejuízos” e “perdas” no acompanhamento dos assistidos. “Muitas crianças regrediram”, apontou Parra.
Bruna também se mostrou incomodada com o fim do Anne Sullivan. O serviço ofertado na unidade, que chegou a ser referência nacional, acabou desmanchado em um “processo atropelado e cheio de irregularidades”, afirmou.
A vereadora ainda destacou que pais e assistidos ficaram “desamparados” e “precisaram” e ainda precisam “se virar” para manter as atividades educacionais e terapêuticas, haja vista que, nos locais conveniados pela Prefeitura, as atividades são oferecidas em meio período. Para manter as crianças em turno integral, as famílias precisam desembolsar cerca de R$ 800 mensais.
Gilberto, em defesa das ações do governo, afirmou que as determinações judiciais serão acatadas. “Nunca nos furtamos a fazer o que tem de ser feito. Estamos aqui para enfrentar o que tem de ser enfrentado”, afirmou.
O governista ainda relativizou a intimação judicial. “Ser chamado para ir ao MP (Ministério Público) ou à Justiça é normal. Eu já fui e não tenho problema com isso”, declarou. O juiz Eduardo Rezende Melo agendou uma nova data para audiência no dia 9 de setembro.
HISTÓRICO
Em maio de 2023, a gestão do prefeito Auricchio determinou a suspensão das atividades no Anne Sullivan sob a justificativa de que, no local, será criado um complexo de saúde para atender pessoas com deficiência. No apagar das luzes daquele ano, em dezembro, projeto enviado à Câmara deu fim às atividades da instituição. Os vereadores, em sessão extraordinária, debateram por mais de quatro horas o assunto e aprovaram o fechamento definitivo da Fumas.
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