Na Biblioteca Monteiro Lobato
FOTO: Divulgação/Hamilton Ramos

Estarão abertas até esta quarta-feira (14) inscrições gratuitas para a oficina de dança “Será que estamos?”, a ser desenvolvida na Biblioteca Pública Municipal Monteiro Lobato (Rua Dr. Fláquer, 26 - Centro). O processo é virtual e mira em três encontros, em 16, 22 e 23 de agosto.
Para confirmar a participação é preciso acessar o formulário no https://forms.gle/BZtNrd7ue5JzRLXH6. O horário das atividades serão das 14h às 16h30. Ao todo, serão oferecidas 20 oportunidades gratuitas para pessoas acima de 18 anos que estejam interessadas em conhecer e experimentar um processo de criação em dança contemporânea. De acordo com a divulgação da programaçao, o ideal é que os interessados já tenham alguma experiência prévia com as artes, sobretudo, com as artes do corpo: dança, teatro, performance, música, circo. O OBJETIVO
A oficina é baseada no processo de criação de “Será que estamos?”, montagem que reflete sobre como ocupamos certos lugares em uma sociedade que desrespeita a diversidade humana, e quais estratégias são possíveis para ocupar os espaços de criação com um olhar atento às regras impostas aos corpos. A oficina de dança tem como proposta a vivência com os procedimentos que fizeram parte da criação coreográfica do espetáculo “Será que estamos?” da dupla Renato Vasconcellos e Rodrig Raiz, do “Q?”, que será apresentado na Biblioteca Monteiro Lobato com participação especial de Gabriel Mesquita. Além da oficina, o projeto contemplado pelo Edital 14/2023 Culturas Identitárias da Lei Paulo Gustavo aposta em uma “outra versão” da performance iniciada em 2019, em que a brincadeira feita pelas crianças utilizando uma toalha na cabeça para parecer cabelo comprido funciona como disparador dramatúrgico e coreográfico, tornando possível assumir e experimentar espaços identitários da “criança viada”. Partindo desse mesmo assunto, “a outra versão” de “Será que estamos?” atualiza mais uma vez o corpo da “criança viada” no corpo adulto. Algumas possibilidades do brinquedo não convencional, a toalha, colaboram para incorporar um outro ser nele mesmo e traduzem alguns aspectos da cultura LGBTQIA+ sobre identidade e liberdade de ser e, enquanto isso, a coreografia busca o atrito com os estereótipos de feminilidade e masculinidade. Tanto a peça quanto a oficina “Será que estamos?” trabalham com a perspectiva da memória, portanto trata-se de resgatar e editar no corpo o que um dia foi brincadeira. E para isso o Q? elegeu alguns materiais coreográficos para serem trabalhados, entre eles o caminhar em quatro apoios, o movimento em forma de espiral, as pausas a partir dos deslocamentos da cabeça e da bacia, que junto com a toalha formam os elementos centrais dessa experiência artística. “Será que estamos?” em outra versão O “Será que estamos? Outra versão” pretende explorar nuances de um processo de identificação do sujeito ao se permitir ser o que ele pode ser em um mundo onde os corpos são governados por decisões arbitrárias as suas necessidades mais íntimas e profundas. As performances ocorrerão nos dias 29 e 30 de agosto (quinta e sexta-feira), às 18h30, também na Biblioteca Pública Municipal Monteiro Lobato, no centro da cidade, com entrada gratuita e aberta ao público.
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