Projetos ainda dependem da confirmação da Justiça Eleitoral; pedido de registro precisa ser feito até 15 de agosto, dia de início das campanhas
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Com o fim do prazo para as convenções partidárias e escolha dos nomes que vão disputar os cargos de prefeito, 33 candidaturas majoritárias foram oficializadas no Grande ABC, das quais apenas cinco são mulheres, ou 15% do total. O número representa uma queda de 50% no total de candidaturas femininas em relação ao do pleito de 2020, quando a região contou com dez mulheres na corrida eleitoral. Agora, partidos, coligações e federações têm até 15 de agosto para registrar os nomes na Justiça Eleitoral.
Santo André é a cidade com o maior número de candidatos (sete) e é a única região com mais de uma candidatura feminina. A ex-vereadora Bete Siraque (PT) tem a missão de levar o PT de volta à Prefeitura após o ex-prefeito petista Carlos Grana não ser reeleito em 2016. Também no campo da esquerda, o PCO oficializou o nome de Cleniza Panato à disputa pelo Paço. Entre os homens, Gilvan Junior (PSDB) é o indicado do prefeito Paulo Serra (PSDB) e tenta quebrar o tabu de 52 anos sem sucessão no município. O pleito andreense ainda terá os vereadores Edson Sardano (Novo) e Eduardo Leite (PSB), o vice-prefeito Luiz Zacarias (PL) e o comunicador André do Viva (PRTB).
Em São Bernardo, a sobrinha do prefeito Orlando Morando (PSDB), Flávia Morando (União Brasil), é a única representante feminina na disputa pela Prefeitura. Ela vai concorrer com Alex Manente (Cidadania), Claudio Donizete (PSTU), Luiz Fernando Teixeira (PT) e Marcelo Lima (Podemos).
São Caetano e Ribeirão Pires são as cidades da região que não contam com candidaturas femininas ao Executivo, embora haja mulheres postulantes a vice. Na primeira, Sara Jane (PV) está colocada como candidata a vice-prefeita na chapa com Jair Meneguelli (PT), e Viviane Pereira (Psol) divide a chapa pura com Professor Rafinha. Em Ribeirão, Tati Tibério (PDT) é postulante a vice na composição com Renato Foresto (PT).
Em Mauá, a socialista Amanda Bispo (UP) é a única mulher entre os nomes colocados para a disputa ao Paço. Trabalhadora do setor metalúrgico e coordenadora da Casa de Referência Helenira Preta, ela foi candidata à Prefeitura de Mauá pela UP em 2020, quando obteve 3.950 votos. Amanda disputará o Executivo contra o prefeito Marcelo Oliveira (PT), o deputado estadual Atila Jacomussi (União Brasil), o vereador Sargento Simões (PL) e o ex-prefeiturável Zé Lourencini (PSDB).
Único município do Grande ABC com uma mulher à frente da Prefeitura, Rio Grande da Serra terá Penha Fumagalli (PSD) disputando a reeleição - ela foi vice de Claudinho da Geladeira (PSDB) em 2020, e assumiu o Paço após a cassação do tucano. Além dela, a cidade ainda tem Aarão Teixeira (DC), Akira Auriani (PSB) e Akira do Povo (Podemos) como postulantes ao Paço.
O Grande ABC tem 2,149 milhões de pessoas aptas a votar neste ano, segundo dados divulgados em julho pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O número corresponde a 79,7% do número de habitantes da região, estimado em 2,697 milhões de pessoas, de acordo com o último Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Também corresponde a 6,4% do eleitorado do Estado de São Paulo (34,404 milhões). O contingente também é 2,7% superior ao habilitado para a votação no pleito municipal de 2020 (2,093 milhões), mas 0,13% inferior ao autorizado pela Corte nas eleições gerais de dois anos atrás (2,151 milhões).
O primeiro turno das eleições ocorre em 6 de outubro. O segundo será realizado, se necessário, no dia 27 do mesmo mês em municípios com mais de 200 mil eleitores – casos, na região, de Santo André, São Bernardo, Diadema e Mauá.
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