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Impeachment: futuro político de Morando começa a ser definido

Presidente da Câmara de São Bernardo deve receber nesta segunda ou terça-feira parecer do jurídico

04/08/2024 | 11:00
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Fotos: André Henriques/DGABC (esq.) e Celso Luiz/DGABC
Fotos: André Henriques/DGABC (esq.) e Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A menos de seis meses de terminar seu segundo mandato, o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), pode deixar o Paço antes mesmo do dia 31 de dezembro. Pedido de impeachment contra o tucano, protocolado no dia 10 de julho na Câmara, pode ser levado à mesa diretora do Legislativo nos próximos dias. “Devo receber na próxima segunda ou terça-feira”, declarou, ao Diário, Danilo Lima (Podemos), presidente da Casa.

“Nossa Procuradoria e o setor jurídico avaliam a legalidade para ver se tudo está dentro do que pede a Legislação”, declarou Lima.

O pedido de cassação é desgaste para a atual gestão e, se for levado em frente, será a segunda grande derrota de Morando em oito anos no comando do Paço são-bernardense. O primeiro revés do tucano ocorreu no final de abril, quando os vereadores aprovaram a convocação do secretário de Saúde, Geraldo Reple Sobrinho, para dar explicações sobre o caos no Hospital da Mulher. Além disso, caso prospere, o impeachment de Morando poderá refletir diretamente no processo eleitoral e comprometer o projeto da pré-candidata governista ao Executivo, Flávia Morando (União Brasil), sobrinha do prefeito.

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Viviane Santos de Aguiar, moradora do bairro Jardim Nossa Senhora de Fátima, em São Bernardo, é a autora da peça de iniciativa popular. Ela sustenta, no documento protocolado na Câmara, a tese de que Morando infringiu reiteradamente vários dispositivos legais, o que deixa nítido o “favorecimento particular”, resultando em “descalabro financeiro, comprometendo severamente os cofres públicos”.

Perguntado sobre o rito a ser seguido, Danilo Lima não deu prazo para colocar o impeachment em votação, mas garantiu seguir as recomendações da equipe técnica. “Não sei qual vai ser a decisão deles (Procuradoria). Sei que será embasada em uma legislação. Dou a certeza de que vou fazer cumprir a legislação. É isso que vou fazer”, discorreu.

OUTRAS AÇÕES

O pedido de impeachment apresentado por Viviane não é o único contra Morando. O tucano foi alvo de outras cinco ações de cassação. Do total, quatro foram apresentados em 2019, final do primeiro mandato do tucano. Destes, dois foram rejeitados pela maioria dos vereadores após votação em plenário. Em 2020, outro pedido chegou a ser apresentado, mas não se sustentou.

O prefeito foi procurado por meio de sua assessoria, mas não se manifestou até o fechamento desta edição sobre o pedido de impeachment e possível prosseguimento da ação que poderá interromper seu mandato antes do prazo legal.




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